Mostra Etnomídia Indígena abre neste sábado em SP e segue até 20 de junho
Divulgação
São Paulo - A cidade de São Paulo recebe neste sábado, 30, das 14h às 17h, a abertura da 3ª Mostra Etnomídia Indígena, realizada na Galeria Carmo Johnson. Com o tema “Festival de Impressos Indígenas”, o evento segue em cartaz até 20 de junho e apresenta obras, publicações e produções artísticas de diferentes povos indígenas do Brasil.
A mostra adota o formato de feira-festival e tem como proposta destacar a diversidade da produção intelectual, artística e cultural indígena contemporânea.
Nesta edição, o conceito de "impresso" orienta a programação, reunindo trabalhos ligados à literatura, moda, artes visuais e diferentes formatos editoriais.
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Segundo os organizadores, a iniciativa funciona como uma plataforma para ampliar a presença de artistas, escritores e coletivos indígenas no circuito cultural brasileiro.
A programação está organizada em dois núcleos principais. O primeiro reúne obras de artes visuais apresentadas em formato expositivo.
Já o segundo disponibiliza publicações, livros e materiais impressos em um modelo semelhante ao das feiras independentes de impressos.
A proposta busca aproximar o público de diferentes formas de expressão artística produzidas pelos povos originários.
Materialidade da memória indígena
De acordo com a coordenação do projeto, a terceira edição dá continuidade a uma pesquisa sobre mídia indígena iniciada nos anos anteriores.
Enquanto as edições passadas abordaram o audiovisual e as experiências digitais indígenas, a programação de 2026 concentra-se na escrita, na impressão e nos registros materiais da cultura.
A curadoria propõe uma reflexão sobre o significado dos impressos para além do papel. A ideia é apresentar obras que registram experiências, territórios e saberes ancestrais por meio de diferentes suportes, incluindo tecidos, vídeos, palha e pinturas.
Artistas de povos como Guarani Ñandeva, Boe Bororo, Patamona, Manoki, Myky, Wapixana e Terena participam da mostra com trabalhos que exploram a relação entre memória, território e identidade.
Organização inspirada em aldeia Boe Bororo
Um dos destaques da edição é o projeto expográfico desenvolvido especialmente para a Galeria Carmo Johnson.
A proposta foi elaborada a partir de estudos realizados por Libério Uiagumeareu, do povo Boe Bororo, em parceria com Naine Terena e Gustavo Caboco.
O grupo analisou a planta do espaço expositivo para criar uma organização inspirada na estrutura social e territorial de uma aldeia Boe Bororo.
A configuração recebeu o nome de "PA MUGA" e busca traduzir elementos da cosmologia indígena para o ambiente da galeria. O conceito estabelece uma relação entre os espaços ocupados por indígenas e não indígenas, promovendo o diálogo entre diferentes perspectivas culturais.
Participantes da programação
Entre os participantes confirmados está o Coletivo REMBYAPÓ, formado por Ara Guarani, Sônia Guarani e Claudiomiro Guarani, que apresentam pinturas e objetos inspirados na cultura Guarani.
Também integram a mostra o letrista Edson Benites (Gerpa Filho) e a artista Miguela Moura, responsáveis pelo painel "Jegua Marangatu – Grafismo Sagrado".
A programação conta ainda com a participação do artista plástico Isaías Miliano, das etnias Macuxi e Patamona, e do Coletivo Ijã Mytyli de Cinema Manoki e Myky, formado por jovens realizadores indígenas de Mato Grosso que utilizam o cinema como ferramenta de preservação e transmissão de histórias ancestrais.
Serviço
Evento: 3ª Mostra Etnomídia Indígena – Festival de Impressos Indígenas
Data de abertura: 30 de maio
Horário neste sábado: das 14h às 17h
Horário na semana: terça a Sexta, 11h às 17h, sábados sob agendamento
Local: Galeria Carmo Johnson
Endereço: Rua Anunze, 249 - Boaçava (Alto de Pinheiros)
Período de visitação: até 20 de junho
A 3ª Mostra Etnomídia Indígena é realizada pela Oraculo Comunicação, Educação e Cultura e conta com apoio da Seleção Petrobras Cultural, por meio da Lei Rouanet e do Ministério da Cultura.
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