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Sobre a coluna

Jornalista e escritor especializado em televisão. Passou por Jovem Pan, TV Gazeta, TV Globo e Band, além de integrar o júri do Troféu Imprensa, no SBT. Comanda o Canal do Vannucci no YouTube


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Novela de sucesso se faz com respeito à inteligência do público

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O desafio do momento é mostrar ao público que as histórias ainda são interessantes - Envato
O desafio do momento é mostrar ao público que as histórias ainda são interessantes

São Paulo - Desde que a televisão entrou no ar aqui no Brasil, a dramaturgia ocupou um espaço importante nas grades das emissoras. Nos anos 1950, o público acompanhava os “teleteatros”, versão para a TV dos grandes clássicos brasileiros e internacionais. Tudo feito ao vivo e por um elenco com a habilidade para decorar longos textos e, principalmente, improvisar diante dos imprevistos tão comuns nos veículos de comunicação.

Os teatros da TV garantiam audiência, faturamento e eram assunto nas revistas femininas da época.

Mas, em julho de 1963, essa paixão do brasileiro pela dramaturgia ganhou outra dimensão. A TV Excelsior estreou “2-5499 Ocupado”, a primeira novela diária e com capítulos gravados do País.

A partir daí, TV Tupi e as demais emissoras concorrentes apostaram intensamente no gênero e, com o tempo, o Brasil se transformou num dos maiores produtores de novelas do mundo. Sucesso atrás de sucesso, sempre com audiência e muita repercussão.

Claro que, de tempo em tempo, um fracasso ou aquela novela que a gente assiste por assistir, mas depois nem lembra da história.

Mudanças nas novelas

“Irmãos Coragem”, “A Viagem”, “Mulheres de Areia”, “Éramos Seis”, “Roque Santeiro”, “Baila Comigo” e “Pantanal”. Apenas alguns dos grandes sucessos produzidos pela TV.

Mas, parece que nos últimos anos os autores perderam o jeito de escrever aquelas histórias que envolviam o telespectador e eram comentadas em casa, entre os amigos e até mesmo no trabalho."

Faz tempo que uma novela não para o País.  A última foi “Avenida Brasil”, mas seu retorno no Vale a Pena Ver de Novo não conquistou uma boa audiência. É muito comum ouvir que “as histórias não são envolventes e os personagens estão muito longe da realidade”.

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As pesquisas encomendadas principalmente pela Globo apontam que o público quer temáticas mais leves, com menos violência, traição e cenas sensuais. As pessoas querem acompanhar tramas onde possam torcer pelo casal principal, ter raiva do vilão e esquecer do dia a dia.

Talvez esteja aqui a explicação do sucesso de “Três Graças”, novela que marca o retorno de Aguinaldo Silva à Globo.

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O autor criou, junto com Virgílio e Zé Dassilva, uma história com todos os elementos dos bons folhetins e, com isso, conseguiu melhorar a audiência do principal horário da teledramaturgia da emissora.

É uma novela sem apelação e sem cenas mais pesadas, mas que tem vilões, intrigas, ação, casais apaixonados, famílias que lutam unidas por uma vida melhor e uma mocinha capaz de sonhar com o dia seguinte.

“Três Graças” não registra as mesmas audiências das novelas antes da pandemia, mas está muito melhor do que o remake de "Vale Tudo". O experiente Aguinaldo Silva mostrou aos autores mais jovens que novela de sucesso se faz com o respeito ao público. 

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