Com Reginaldo Faria, filme em família sobre maturidade estreia nesta quinta
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São Paulo - Estrelado por Reginaldo Faria, o filme "Perto do Sol É Mais Claro" estreia nesta quinta-feira (14) nos cinemas brasileiros. Primeiro longa de ficção de Regis Faria, filho de Reginaldo, o projeto é uma ação em família: conta ainda com Marcelo Faria e Candé Faria, também filhos do ator veterano, no elenco.
Foi um processo muito íntimo, muito familiar, só nosso. É tudo muito próximo. Tem os nossos filhos no filme, os netos do Reginaldo. E contracenar com meu pai é maravilhoso, é muito prazeroso estar com ele em cena", descreve Marcelo.
Regis também destaca os privilégios que a intimidade da relação entre pai e filho trazem para o set e, consequentemente, para as cenas.
"Obviamente, ele já teve diretores maravilhosos, que souberam tirar o melhor que ele pode dar, mas acho que essa nossa intimidade cotidiana está impressa no filme", diz Regis.
O próprio Reginaldo Faria falou ao VIVA sobre o projeto do filme.
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Aos 88 anos, Reginaldo interpreta Rêgi, um engenheiro de 85, que se vê obrigado a ressignificar sua vida após a morte de sua mulher. Apesar do luto, ele retoma sua vida, agora na solitude, mantendo a rotina de trabalho, as atividades físicas e vislumbrando novos projetos, como escrever um livro, e também um novo relacionamento.
Essa segunda chance no amor surge de surpresa, na figura de Vannessa, filha de um antigo amigo de Rêgi, 30 anos mais nova que ele, vivida por Vannessa Gerbelli.
"Acho que culturalmente a gente acostumou a ver no cinema corpos jovens. Parece que o sexo só é praticado por quem é muito jovem, e não é verdade. O sexo tem muitas formas, e pode existir em todas as idades, afirma Vanessa, marcante na memória do público como a Fernanda de "Mulheres Apaixonadas".
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Filme afetivo
No filme, os filhos de Rêgi, chamados Marcelo e Candé — assim como o nome dos atores na vida real —, representam a "geração sanduíche", aquela que precisa cuidar dos pais na terceira idade e dos filhos.
E, diferentemente dos atores que os interpretam, os dois personagens carregam um pensamento conservador em relação ao pai, de que pessoas idosas não podem mais trabalhar ou ter vida social.
"Perto do Sol É Mais Claro" é um filme autoral, afetivo, que coloca o protagonismo em um personagem idoso, quando a sociedade, indo na contramão, tenta torná-lo invisível.
Nosso País está envelhecendo e a gente precisa ter espaço dentro da sociedade para as pessoas mais velhas, mas não é um espaço em que elas fiquem escanteadas e invisíveis. É um espaço em que façam parte da sociedade, participando dela, sendo produtivas", analisa Regis.
E completa: "Então, mostrar isso em um personagem tão sensível como o Reginaldo fez, e de forma tão brilhante, é uma forma de a gente tocar as pessoas."
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