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Administrar prêmio de R$ 5 milhões como do BBB vai além do autocontrole

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Administrar grandes recursos exige autocontrole, orientação profissional e o mais importante, discrição - Envato
Administrar grandes recursos exige autocontrole, orientação profissional e o mais importante, discrição
Por Fabiana Holtz

22/01/2026 | 08h30 ● Atualizado | 08h31

São Paulo, 22/01/2026 - Ter R$ 5,44 milhões na conta, como deve acontecer com o próximo vencedor do BBB, pode despertar um deslumbramento inicial e exige a adoção de algumas medidas de controle para não ver essa dinheirama evaporar em poucos meses. Deixar aplicado na renda fixa poderia render um carro zero até o final do programa, como simulações de economistas já mostraram.

Conselheiros de plantão e palpiteiros não vão faltar nessa hora, mas saber administrar esses recursos exige autocontrole, orientação profissional e o mais importante: discrição

O VIVA conversou com o economista Marcello Cacavallo, coordenador e professor dos cursos de Gestão Financeira e de Ciências Contábeis na São Judas, sobre como é possível administrar uma pequena fortuna como essa com sucesso. Confira as dicas

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Defina metas, não tenha pressa e procure orientação profissional, diz o economista Marcello Cacavallo - Divulgação

1. Fuja das tentações enganosas

Segundo o economista, o ponto mais crítico no momento em que você se vê com uma grande quantia em dinheiro em mãos é desviar de ofertas de “negócios imperdíveis”, que prometem retorno financeiro de forma rápida e muito mais rentável que a média vista no mercado.

São as chamadas "oportunidades de ouro", onde não há base real nem estudos que comprovem o retorno.

Quem nunca ouviu falar de um amigo ou conhecido que caiu no golpe da 'pirâmide financeira'?

2. Quitar dívidas ou investir?

Aqui, a resposta é depende. A recomendação é evitar tomar qualquer decisão de forma emocional e sem estudos. É natural em um primeiro momento querer se livrar das dívidas, mas se o custo da dívida for inferior ao do recebimento de juros no investimento, melhor não quitar.

Por exemplo, se você paga 1% de juros ao mês de dívida e recebe 1,5% de retorno financeiro, compensa manter o financiamento. Investir o dinheiro trará um ganho de 0,5% ao mês. 

3. Estabeleça metas

Em um primeiro momento, enquanto ainda não há uma ideia clara sobre o que fazer, o dinheiro deve ser investido em aplicações conservadoras/moderadas disponíveis no mercado. Sem pressa. 

Claro que é só uma simulação, cada caso é um caso e deve ser analisado individualmente. Trata-se de uma situação também que está relacionada ao perfil financeiro de cada pessoa e da forma que cada um lida com o dinheiro, acrescenta o professor.

Leia também: Cinco livros imperdíveis para melhorar sua relação com o dinheiro

4. Busque orientação profissional

Para se blindar de verdade, é necessário estudar e muito sobre finanças e administração de patrimônio, observa Cacavallo. "O segredo não é apenas saber onde investir, mas como fazê-lo. E para isso aconselho sempre a procura de um profissional qualificado, como os que possuem certificações da Anbima (CEA) ou a de planejador financeiro, conhecida como CFP (na sigla em inglês). 

O recomendável nesse caso é escutar mais de um profissional para evitar conflitos de interesse na venda de produtos ou aplicações. Por isso, se faz necessário estudar. Assim o investidor poderá construir também uma blindagem técnica."   

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5. Blindagem psicológica

Tenha atenção redobrada com a aproximação de “novos amigos” e parentes. Não baixe a guarda até mesmo para pedidos de empréstimo e conselhos que vem de pessoas conhecidas, de boa-fé, mas que não possuem conhecimento suficiente sobre o assunto.

Leia também: Adiar planejamento financeiro custa caro e pode comprometer seu futuro

Em resumo, deve-se criar uma “blindagem psicológica” e saber dizer não no primeiro momento para empréstimos e investimentos em negócios de conhecidos e parentes. Seja firme e irredutível.

6. Controle emocional

Outro ponto fundamental que nos remete a falta de educação financeira do brasileiro é evitar a euforia de gastos emocionais como comprar um carro de luxo ou uma mansão de imediato.

Lembre-se que esse é o tipo de despesa que envolve custos fixos futuros que em geral são também muito altos, como impostos e manutenção. Aqui vale o mantra: gasto sem planejamento é a receita para a ruína financeira.

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