O que é score e como melhorar a nota de crédito para obter um financiamento?
Foto:Pixabay
Por Guynever Maropo
redacao@viva.com.brSão Paulo, 21/01/2026 - Já ouviu falar em nota de crédito? Essa nota mostra como a pessoa cuida do dinheiro, paga contas e organiza a vida financeira. Melhorar esse "score", como se diz no jargão econômico, é importante para quem quer crédito mais fácil, com menos juros e mais chances de aprovação para financiamentos.
Segundo o Serasa, essa nota mostra para instituições como a pessoa cuida do dinheiro, paga as contas e organiza a própria vida financeira, refletindo diretamente a confiança que bancos e lojas têm nela.
1. Pague as contas em dia
Pagar contas dentro do prazo é o principal fator para aumentar o score, porque mostra responsabilidade com o dinheiro, cria um histórico positivo e evita registros de atraso, o que ajuda bancos e empresas a confiar mais na pessoa e liberar crédito com menos dificuldade.
2. Quite ou renegocie dívidas
Quitar dívidas antigas ou fazer acordos para pagar o que está atrasado ajuda o score a subir, pois dívidas pesam muito na pontuação, e quando a pessoa resolve essas pendências, o sistema entende que ela voltou a ter controle da própria vida financeira.
3. Use o crédito com cuidado
Pedir muitos cartões ou empréstimos em pouco tempo pode derrubar o score, já que isso passa a ideia de urgência por dinheiro, mas quando a pessoa usa o crédito só quando precisa e paga certinho, a pontuação tende a melhorar com o tempo.
4. Mantenha os dados atualizados
Manter nome, endereço e renda corretos nos cadastros ajuda o score, porque as empresas conseguem analisar melhor o perfil, entender a situação financeira real e tomar decisões mais justas na hora de oferecer crédito.
5. Conecte contas pelo Open Finance
Autorizar a visualização da conta pelo Open Finance pode ajudar o score, já que o sistema passa a ver renda, movimentação e pagamentos, o que permite uma análise mais completa e aumenta as chances de a pontuação subir.
Com organização, paciência e mudar as atitudes de gastos no dia a dia, o score pode melhorar aos poucos, trazendo mais oportunidades de crédito, mais tranquilidade financeira e mais liberdade para realizar planos sem sufoco.
O que é o SCR
Além do score, existe um sistema oficial que ajuda bancos a entender esse comportamento. O Sistema de Informações de Créditos, chamado de SCR, é controlado pelo Banco Central. Ele reúne dados de dívidas, financiamentos e limites de crédito de pessoas e empresas.
Quando o total de dívidas em uma instituição chega a R$ 200,00 ou mais, o registro entra no sistema de forma individual.
As instituições enviam essas informações todos os meses ao Banco Central.
Para que serve o SCR
De acordo com o Banco Central, o SCR ajuda o BC a identificar riscos no sistema financeiro. Com ele, é possível ver operações fora do padrão e situações perigosas para o mercado.
Isso ajuda a evitar crises e a manter os bancos funcionando de forma mais segura. Tudo acontece com sigilo bancário preservado.
Qual a conexão do score e SCR?
O score e o SCR analisam o comportamento financeiro da pessoa. Pagar contas em dia, quitar dívidas e usar crédito com cuidado melhora o score e também o histórico no SCR.
Quando o histórico é positivo, os bancos confiam mais e facilitam a liberação de crédito. Ou seja, quem cuida do score também cuida do que aparece no SCR.
Nenhum banco pode ver os dados do SCR sem autorização do cliente. A lei permite a troca de informações apenas para análise de crédito e com permissão clara.
Isso protege a privacidade e dá controle ao cidadão sobre seus próprios dados. Ter nome no SCR não impede novos empréstimos, isso depende do acordo entre cliente e instituição.
Como consultar o SCR?
O cidadão pode ver seus dados do SCR pelo sistema Registrato. Lá aparecem empréstimos, financiamentos, cartões pós pagos e garantias dadas.
Ver essas informações ajuda a ter mais controle da própria vida financeira.
Também facilita corrigir erros e entender como os bancos enxergam o perfil.
O que entra no SCR
Entram no sistema empréstimos, financiamentos e adiantamentos, além de arrendamento mercantil, garantias e compromissos de crédito.
Dívidas que viraram prejuízo e créditos ainda a liberar aparecem no registro. Cartões pós pagos e outros contratos que envolvem risco de crédito também entram.
Outras ferramentas
No portal da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), existem ferramentas gratuitas para cuidar do dinheiro. Uma delas é o Índice de Saúde Financeira do Brasileiro, chamado de ISFB.
Ele usa um questionário simples para mostrar se a pessoa vive equilibrada ou endividada. A nota vai de 0 a 100 e compara o resultado com a média do Brasil.
O índice analisa se a pessoa paga contas em dia, planeja gastos e pensa no futuro. Depois de responder, o usuário já vê sua pontuação e entende sua situação financeira. Assim, é possível mudar hábitos, melhorar o score e organizar melhor o dinheiro.
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