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Fim da jornada 6x1 pode gerar 4,5 milhões de novos empregos, segundo estudo

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No Brasil, 21 milhões de trabalhadores cumprem jornada superior às 44 horas semanais em empregos formais - Envato
No Brasil, 21 milhões de trabalhadores cumprem jornada superior às 44 horas semanais em empregos formais
Por Fabiana Holtz

26/02/2026 | 11h24

São Paulo, 26/02/2026 - A aprovação do fim da jornada 6x1 resultaria na criação de até 4,5 milhões de novos empregos, segundo estudo realizado pelo Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) do Instituto de Economia da Unicamp.

Outra consequência positiva da redução da jornada semanal, de acordo com o levantamento, seria um aumento de 4% nos níveis de produtividade do País.

Leia também: Ser contra fim da escala 6x1 reduz chance de voto, mostra pesquisa

No estudo, organizado por pesquisadores do Cesit, foram utilizados dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os números oficiais revelam que 21 milhões de trabalhadores do país cumprem jornada superior às 44 horas semanais em empregos formais e que 76,3% das pessoas ocupadas no Brasil têm jornadas superiores a 40 horas semanais.

Para a economista Marilane Teixeira, pesquisadora do Cesit, essas são evidências de que o brasileiro está entre os que mais trabalham no mundo. Composto por 37 artigos e intitulado Dossiê 6×1, o estudo conclui que o Brasil “está pronto para trabalhar menos”, além de contrariar a ideia de que o brasileiro trabalha menos que a média mundial.

Outros dois pontos importantes revelados pela pesquisa é que cerca de 4,5 milhões de trabalhadores estão na chamada subocupação e na informalidade, que ainda é muito alta no país. Em geral, a carga  horária desses trabalhdores ultrapassa as 44 horas semanais.

Debate avança na CCJ

Nesta semana, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou que o deputado Paulo Azi (União-BA) foi indicado para exercer a função de relator da proposta para acabar com a escala 6x1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)

A expectativa é que a redução da jornada seja votada no Congresso ainda neste semestre. A CCJ deve analisar duas propostas que estão em tramitação. A primeira é a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que prevê carga de trabalho semanal de 36 horas, com três dias de descanso. De acordo com o estudo, essa mudança atingiria diretamente 76 milhões de trabalhadores.

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Já a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), propõe a diminuição gradual da jornada semanal de 44 para 36 horas em um prazo de dez anos. Caso sejam aprovados, os textos serão analisados por uma comissão especial e, depois, pelo Plenário da Câmara dos Deputados.

A última reforma legal na jornada de trabalho dos brasileiros aconteceu com a Constituição de 1988, quando foi reduzida de 48 horas semanais para 44 horas.

Para acessar a íntegra do estudo clique aqui.

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