IR 2026: Veja como fazer a declaração do crédito consignado
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São Paulo — Quem contratou um crédito consignado no ano passado precisa ficar atento à declaração do Imposto de Renda 2026, cujo prazo de entrega vai até 29 de maio. Dependendo do valor, a informação é obrigatória e deve ser preenchida corretamente para evitar inconsistências com a Receita Federal.
A declaração é exigida, em geral, para valores acima de R$ 5 mil. Esse limite não representa isenção, mas sim um critério de obrigatoriedade. Ainda assim, mesmo quantias menores podem ser informadas para manter a coerência entre renda e patrimônio.
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No caso do consignado, o valor contratado não deve ser declarado como renda. Trata-se de uma dívida — ou seja, uma obrigação financeira assumida pelo contribuinte. Por isso, o registro correto é fundamental para refletir a real situação patrimonial.
Como declarar o consignado
O consignado deve ser informado na ficha “Dívidas e Ônus Reais”, já que o contribuinte é quem tomou o crédito.
Dentro dessa ficha, escolha o código correspondente ao tipo de credor (por exemplo, bancos ou instituições financeiras).
No campo “Discriminação”, informe:
- Nome e CNPJ da instituição financeira;
- Tipo de operação (deixe claro que é consignado);
- Valor total contratado;
- Número de parcelas.
Nos campos de valores, é necessário preencher:
- O saldo devedor em 31 de dezembro do ano anterior;
- O saldo devedor em 31 de dezembro do ano-base da declaração;
- O total pago ao longo do ano.
Descontos em folha
Como o empréstimo consignado tem parcelas descontadas diretamente da folha de pagamento ou benefício (como o INSS), parte dessas informações já pode constar nos dados enviados pelas fontes pagadoras à Receita.
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Por isso, é importante conferir se os valores informados no informe de rendimentos estão corretos e se há coerência entre a renda declarada e a evolução da dívida.
No campo “Discriminação”, vale destacar que se trata de um consignado com desconto em folha, o que ajuda a evitar divergências no cruzamento de dados.
Por que declarar corretamente
A Receita Federal cruza informações de diversas fontes para verificar se há compatibilidade entre renda, patrimônio e dívidas. Quando um empréstimo não é declarado, pode surgir a impressão de aumento patrimonial sem origem comprovada.
Declarar corretamente o consignado permite:
- Justificar a origem de recursos utilizados;
- Evitar tributação indevida;
- Reduzir o risco de cair na malha fina.
O que acontece se não declarar
A omissão pode gerar inconsistências e levar a questionamentos da Receita. Nesses casos, a declaração pode ser retida em malha fina, e o contribuinte pode ser intimado a prestar esclarecimentos.
Além disso, podem ser aplicadas multas e juros caso seja identificado algum problema ou divergência nas informações.
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