Facebook Viva Youtube Viva Instagram Viva Linkedin Viva

Passagens rodoviárias sobem 7,5% em abril, diz índice ClickBus/Fipe

Envato

Desde o começo do ano, as passagens rodoviárias aumentaram 5,9% - Envato
Desde o começo do ano, as passagens rodoviárias aumentaram 5,9%
Por Broadcast

14/05/2026 | 16h54

São Paulo - O preço das passagens rodoviárias intermunicipais e interestaduais subiu 7,5% em abril de 2026 ante igual mês do ano passado, segundo o Índice Rodoviário ClickBus (IRCB), lançado nesta quinta-feira, 14, pela ClickBus e pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

O avanço ficou abaixo da alta acumulada pelo diesel, de 15,7%, e pelas passagens de avião, que avançaram 23,2%, em 12 meses até abril, segundo dados do IPCA/IBGE. O combustível e as tarifas aéreas vêm sendo pressionados pela disparada do petróleo em meio à crise no Oriente Médio. No mesmo período, a inflação geral medida pelo IPCA acumulou alta de 4,4%.

Leia mais: Projeto expande gratuidade em ônibus interestaduais para idosos de baixa renda

"O preço do ônibus não reflete integralmente a alta dos insumos, como o diesel. É uma operação resiliente", afirmou o CEO da ClickBus, Phillip Klien. O combustível representa entre 25% e 35% do custo operacional das empresas rodoviárias, a depender da idade da frota e do tipo de trajeto, segundo o executivo.

Ao comentar os desdobramentos do cenário geopolítico sobre os custos rodoviários, o presidente da Fipe, Bruno Oliva, afirmou que os efeitos recentes da alta dos combustíveis sobre as passagens parecem mais limitados do que o inicialmente esperado. "Mas é claro que se sente a pressão e, em algum momento, será preciso dar uma resposta", ponderou, destacando a instabilidade dos conflitos internacionais.

Leia mais: Bilhete Único 2026: Saiba como garantir a gratuidade para pessoas 60+ em SP

Dados consolidados

Desde o início da série histórica, em dezembro de 2017, o IRCB acumula alta de 60,5%, abaixo da evolução da renda média do trabalho no período, de 77,6%, e da alta do diesel, de 119,4%.

No acumulado de janeiro a abril de 2026, as passagens rodoviárias avançaram 5,9%, abaixo do aumento registrado pelas tarifas aéreas no período, segundo o IPCA. Na comparação mensal, o IRCB subiu 3,3% ante março. O resultado mensal reflete principalmente efeitos sazonais do setor, e não uma pressão estrutural sobre as tarifas, de acordo com a ClickBus e a Fipe.

O índice também apontou diferenças regionais e por categoria de serviço. O Centro-Oeste registrou a maior alta em 12 meses, enquanto o Sul teve a menor variação.

Leia mais: Haddad diz buscar saídas para impacto da tarifa zero nas contas públicas

Klien destacou ainda a relevância do transporte rodoviário no País. Segundo ele, o modal atende cerca de 6,8 mil destinos no Brasil, ante 134 aeroportos homologados com operação frequente no modal aéreo. O setor transportou cerca de 160 milhões de passageiros em 2025, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e de agências estaduais.

O que é o IRCB

Lançado nesta quinta-feira pela ClickBus e pela Fipe, o Índice do Rodoviário ClickBus (IRCB) foi criado para monitorar a evolução média dos preços das passagens rodoviárias no País e será divulgado mensalmente, em linha com a publicação do IPCA.

Leia mais: Professores têm descontos em passagens rodoviárias; veja como acessar

 A Fipe foi responsável pelo desenvolvimento metodológico do índice, que busca isolar a variação temporal dos preços ao controlar características das passagens, como origem, destino e categoria do serviço. A análise considera o mês de realização da viagem, e não a data de compra dos bilhetes, com o objetivo de conferir maior precisão ao retrato do mercado.

"O ônibus move o Brasil, mas era o único grande modal de transporte do País sem um índice de preços confiável. O IRCB nasce para corrigir essa assimetria de informação", finalizou Klien.

(Por Elisa Calmon)

Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.

Últimas Notícias