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Pix por aproximação: veja o que muda com o fim do limite diário de R$ 500

Marcello Casal / Agência Brasil

Com isso, o Pix por aproximação fica ainda mais parecido com os serviços já conhecidos para quem usa chave ou QR Code - Marcello Casal / Agência Brasil
Com isso, o Pix por aproximação fica ainda mais parecido com os serviços já conhecidos para quem usa chave ou QR Code
Por Broadcast e Fabiana Holtz

13/07/2026 | 15h20

São Paulo - A decisão de retirar o teto fixo de R$ 500 por dia para o Pix por aproximação foi anunciada em meados de junho, com entrada em vigor a partir de 1º de outubro. Agora, de acordo com as novas regras estabelecidas pelo Banco Central (BC), o usuário poderá solicitar ao seu banco o aumento ou a diminuição tanto do limite diário como do limite por transação.

Isso pode ser feito por meio da gestão de limites no aplicativo do banco em que você é correntista. O período de implantação de aproximadamente 3 meses é necessário para que as instituições financeiras e de pagamento façam os ajustes operacionais necessários.

Em resumo, agora, essas operações passam a seguir a lógica dos demais pagamentos via Pix. Com isso, o Pix por aproximação fica ainda mais parecido com os serviços já conhecidos para quem usa chave ou QR Code.

Por que retirar o teto do limite diário?

Basicamente para facilitar as compras de maior valor. Para pagar contas acima de R$ 500 por aproximação, o consumidor precisava abrir o aplicativo do banco, escanear o QR Code da maquininha ou digitar a chave. Agora, com a nova regra, a operação ficou mais simples e rápida, bem parecida com a de cartões de débito e crédito.

Segundo comunicado do BC, a novidade também alcança pagamentos iniciados sem redirecionamento no Open Finance, como transações feitas em carteiras digitais compatíveis. A proposta é tornar o pagamento cada vez mais simples, rápido, permitindo que transações de valor mais elevado também possam ser feitas por meio das carteiras digitais.

Mais segurança

Em consequência dos constantes ataques hackers contra o sistema financeiro, o BC também estuda impor restrições ao uso do Pix por bancos e fintechs, caso sejam encontradas fragilidades em sua segurança cibernética. O foco no momento está em ações preventivas envolvendo instituições menores e empresas de tecnologia que fazem a ponte com a infraestrutura do Pix.

Estão em estudo a proibição de registro de novas chaves por instituições consideradas de risco e até a possibilidade de suspensão de acesso ao sistema. A ideia é conter o risco em pontos considerados frágeis na cadeia do sistema. A realidade é que, ao mesmo tempo em que se comemoram ganhos em eficiência e inclusão financeira, os ataques de criminosos contra esse sistema têm se sofisticado.

Volume de transações já é relevante

Em relatório recente, o Citi ressaltou que o Pix continua expandindo sua dominância no mercado de pagamentos brasileiro, ao atingir R$ 3,5 trilhões em volume transacionado em maio, um avanço de 23% em relação a igual período do ano passado.

Nas palavras dos analistas do Citi, a demanda por soluções que incorporam o Pix tem ganhado relevância no mercado, o que permite novas propostas de valor e novas fontes de lucro, embora seu crescimento seja visto como uma potencial ameaça às receitas de taxas dos bancos em outras modalidades, como TED e faturas.  

Pix sob ataque

Ao rebater o discurso de representantes dos EUA, que recentemente recomendaram a imposição de novas tarifas contra o Brasil, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o argumento de que o Pix prejudica atores norte-americanos não faz nenhum sentido.

Eu espero que prevaleça a racionalidade, prevaleça o argumento técnico e essas tarifas não fiquem de pé em relação ao Brasil, afirmou o ministro, em entrevista.

No relatório preliminar, divulgado em 1º de junho, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) acusou o Brasil de adotar práticas ilegais em comércio digital, serviços de pagamento eletrônico - como o Pix -, tarifas preferenciais, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais, como o desmatamento ilegal.

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