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Prepare o bolso: torcer pelo Brasil na Copa está 32,5% mais caro

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Chocolate lidera entre as maiores altas da cesta apurada pela pesquisa - Envato
Chocolate lidera entre as maiores altas da cesta apurada pela pesquisa
Por Fabiana Holtz

29/05/2026 | 08h34

São Paulo - Reunir a turma para torcer pela seleção brasileira na Copa do Mundo ficou 32,5% mais caro em relação ao mundial anterior, segundo levantamento realizado pela Rico, com base na composição revelada pelo estudo da NielsenIQ (NIQ Industry Insights, Abril/2026). Os preços da chamada 'cesta da Copa', acrescenta o estudo, superaram o dado de inflação oficial, o IPCA, que entre o ano de 2022 e o fechamento de 2025 subiu 21%.

Outro ponto identificado pela pesquisa é que a renda famíliar continua pressionada pelo pagamento de dívidas (29,3%, maior nível desde 2008), mesmo diante do aumento da renda e queda do desemprego no período. Números reunidos pela 4intelligence, mencionados na pesquisa, revelam queda na taxa de desemprego, de 7,9% em 2022 para 5,6% em 2025 - ou seja, tem mais gente trabalhando e consumindo, o que tem portencial de aumentar a inflação.

Embora tenha se registrado um aumento na renda no período, a alta da 'cesta da Copa' ficou acima do ganho nominal da renda do consumidor mediano. Segundo Maria Giulia Figueiredo, analista de research da Rico, o maior comprometimento da renda das famílias com dívidas e outras obrigações financeiras reduziu a folga do consumidor.

Chocolate mais caro e carne mais barata

Com alta acumulada de 66,6% no intervalo de quatro anos, o chocolate foi o destaque negativo da cesta, pressionado pela crise global do cacau.

Fato é que um cenário que já não era dos mais favoráveis para a commodity, com estragos decorrentes do El Niño e doenças atingindo as plantações na Costa do Marfim e em Gana, ficou ainda pior nos últimos meses. Tensões geopolíticas no Oriente Médio acabaram contribuindo para espalhar o choque dos custos por toda a cadeia de chocolate. A disparada representa mais de três vezes o IPCA geral no período.

Na outra ponta, as carnes (outro item bastante procurado nessa temporada de jogos) acumularam alta de 12,9% no período, portanto abaixo do IPCA geral.

Entre as bebidas, os preços do refrigerante e água mineral acumularam alta de 35,5%, enquanto suco de frutas subiu 35,7%.

Já a alta da cerveja foi mais moderada, subindo 27,5% no acumulado de 2022 a 2025, enquanto outras bebidas alcoólicas, como whisky, gin e rum, acumularam alta de 36,1%.

Neste seguimento, observa a analista, a inflação pode ser atribuída à alta de insumos, como açúcar e embalagens e pressões climáticas que afetaram algumas cadeias agrícolas.

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