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Primeira parcela do 13º do INSS já tem destino certo para 77%

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Entre o público consultado, apenas 15% afirmou que pretende quitar dívidas ou contas atrasadas - Adobe Stock
Entre o público consultado, apenas 15% afirmou que pretende quitar dívidas ou contas atrasadas
Por Fabiana Holtz

27/04/2026 | 11h51

São Paulo - A maioria dos beneficiários que se preparam para receber a primeira parcela do 13º salário do INSS, que deve cair na conta no final de abril, já tem planos ou pelo menos uma ideia do que fazer com o recurso extra. Segundo pesquisa realizada pela meutudo com 1,2 mil pessoas, 77% já sabem o que fazer com o benefício.

Entre pensionistas, esse percentual chega a 88%, indicando maior definição sobre o destino do recurso. 

Ao responderem sobre os planos para a destinação desse recurso, 27% dos beneficiários disseram que devem usar o dinheiro para comprar algo que estavam precisando. Outros 17% afirmaram ter planos de ajudar um familiar. Somente 15% pretende quitar dívidas ou contas atrasadas.

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O levantamento mostra que 66% já sabiam da liberação da primeira parcela do 13º, enquanto 25% ainda não tinham conhecimento sobre o pagamento. Entre aposentados e pensionistas, o nível de informação supera os 80%. Já entre beneficiários do BPC/LOAS, 50% afirmam não saber sobre o tema, ainda que esse público não tenha direito a receber o 13º do INSS.

Segundo Marcio Feitoza, CEO da meutudo, a expectativa é de que o valor traga um alívio financeiro para essas famílias, sendo destinado principalmente para o pagamento de despesas recorrentes e organização financeira.

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Endividamento em nível recorde

Ao mesmo tempo, a proporção de famílias brasileiras endividadas subiu de 80,2% em fevereiro para um recorde de 80,4% em março, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em março de 2025, esse porcentual era de 77,1%.

Nos dados do Banco Central, o endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro atingiu 49,9% em fevereiro, ante 49,8% em janeiro (revisado de 49,7%). O resultado se iguala ao então recorde histórico da série, que havia sido atingido em julho de 2022 (49,9%).

Em paralelo, o superendividamento foi apontado pelo Banco Central (BC) apontou em relatório recente como um problema crescente no Brasil.

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Para a autoridade monetária, a facilidade de acesso ao crédito, sem uma oferta responsável e adequada ao perfil do cliente por parte das instituições, sem a devida proteção ao consumidor e sem a devida educação financeira, leva muitos brasileiros a contrair dívidas que não conseguem pagar.

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