Egito, rival do Brasil em amistoso, nunca ganhou um único jogo em Copas
CBF
São Paulo - O Egito é um país lindo para conhecer, de uma história rica e milenar, com suas pirâmides assustadoras e faraós enigmáticos que despertam interesse em seus visitantes. Mas não é uma seleção capaz de ameaçar o Brasil. Não na teoria. As equipes se enfrentam neste sábado, no último amistoso do time de Carlo Ancelotti antes da estreia na Copa diante do Marrocos, dia 13.
O amistoso será em Cleveland, longe de New Jersey, onde o Brasil está concentrado, a partir das 19h de Brasília. A seleção vai sentir o calor americano no verão, mesmo no fim da tarde.
O torcedor brasileiro não pode perder de vista o caráter de teste dessa partida. Ela vai servir para o treinador italiano mexer no time e fortalecer setores, como se imagina. Ancelotti vai reforçar o meio de campo com a entrada de Lucas Paquetá e a saída de Luiz Henrique. O aceno nos primeiros trabalhos nos Estados Unidos aponta para essa alteração em relação ao jogo contra o Panamá no Rio.
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É possível que o atacante Igor Thiago ganhe uma chance no lugar de Matheus Cunha. A dupla de zaga formada por Marquinhos e Gabriel Magalhães também assume o seu lugar na formação.
O Egito vai disputar nos Estados Unidos, Canadá e México a sua quarta Copa do Mundo das 22 já realizadas. Nunca ganhou uma partida sequer na competição da Fifa. Como em algumas lendas do país, a seleção egípcia aparece no Mundial de tempos em tempos. A primeira vez foi em 1934, quando fez apenas um jogo, conforme definia o regulamento da época. Perdeu para a Hungria por 4 a 2 e voltou para casa.
Egito nunca ganhou um jogo em Copas
O país esperou 56 anos para voltar a jogar a segunda Copa, em 1990, quando festejou dois empates e perdeu para a Inglaterra, numa campanha mais regular e com mais compromissos. Apesar da queda rápida, ao menos fez as três apresentações iniciais da etapa de grupo.
Em 2018, na Rússia, o time dos Faraós também deixou a disputa na primeira etapa, com três derrotas seguidas (Uruguai, Rússia e Arábia Saudita), mesmo já contando com o bom atacante Mohamed Salah, que estará em campo contra o Brasil neste sábado. Salah ainda é o principal jogador do Egito.
O teste será bom para Ancelotti. Ganhar ou perder é o que menos importa. Ainda não é Copa do Mundo. Mas é claro que o torcedor brasileiro não espera menos do que uma vitória e um bom jogo.
Salah tem alguns bons companheiros
Além de Salah, há alguns outros jogadores com quem a seleção brasileira precisa ficar de olho. Um deles é Omar Marmoush, atacante rápido e apontado como bom parceiro de Salah. No meio de campo, Mahmoud Hassan Trezeguet toma conta do setor, com passadas largas em direção ao gol. O Brasil também deve encontrar dificuldades para entrar na defesa egípcia. O técnico Hossam Hassan costuma montar um time fechado, compacto e forte fisicamente, que tem na transição rápida sua saída de bola.
O Brasil vai rodar o time, deixar a seleção principal mais tempo em campo e começar a pensar efetivamente no Marrocos, considerado o adversário mais difícil da seleção de Ancelotti na primeira fase. O Brasil enfrentou Marrocos uma única vez na história das Copas. Foi em 1998, também na fase de grupos, quando a seleção ganhou por 3 a 0, com gols de Ronaldo, Rivaldo e Bebeto.
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