Neymar chora, anuncia o seu fim na seleção e sai da quarta Copa sem nada
Reprodução / Instagram
Nova Jersey — Neymar começou pela seleção brasileira no MetLife Stadium. E foi no mesmo estádio em New Jersey que, 16 anos depois, disse ter terminado com a amarelinha . O camisa 10 marcou o único gol do Brasil na derrota por 2 a 1 para a Noruega, chorou depois da eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo e indicou que não jogará mais pelo Brasil.
Ele tem 34 anos. Sua minutagem neste Mundial não chegou a meio tempo. Neymar lembrou da estreia pela seleção em 2010, em amistoso contra os Estados Unidos, também em Nova Jersey. Era a esperança brasileira nas Copas.
Tentei, tentei. Agora acabou. Comecei aqui, fechei aqui”, disse Neymar.
Mas foi uma despedida triste e melancólica, como quase sempre foram os capítulos finais de Neymar em Copas do Mundo. Ele entrou em 2026 machucado, virou opção de banco, passou boa parte do torneio como promessa de solução e terminou como símbolo de uma geração que nunca conseguiu entregar nada. Contra a Noruega, marcou de pênalti nos acréscimos. Mas o gol já não mudava quase nada. Haaland havia feito os dois gols noruegueses. O Brasil estava eliminado.
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Neymar foi às lágrimas ainda no gramado, quando a ficha caiu que estava tudo acabado para ele. O sonho do hexa e a sua carreira na seleção. Talvez ele nem fique mais no Santos. O atacante foi consolado pelo filho e pela mulher. A cena fechou uma trajetória de promessas, recordes, frustrações e uma pergunta que sempre acompanhou a sua carreira: até onde ele poderia ter levado o Brasil se tivesse chegado inteiro aos momentos decisivos?
Neymar disputou quatro Copas e fracassou
Foram quatro Copas. Em 2014, Neymar carregou a seleção até a lesão nas costas contra a Colômbia. O Brasil desabou sem ele no 7 a 1. Em 2018, chegou fisicamente limitado após cirurgia e virou personagem de memes. Em 2022, fez um golaço contra a Croácia, mas viu o Brasil cair nos pênaltis. Em 2026, voltou para tentar o último ato e saiu antes das quartas quase sem jogar.
Se a despedida for confirmada, Neymar encerra sua história pela seleção com 80 gols e 58 assistências em 130 jogos. Números gigantes. Mas sem a Copa do Mundo. Seu único título pela equipe principal foi o da Copa das Confederações de 2013. Também ganhou o ouro olímpico em 2016, no Maracanã, em uma conquista histórica, mas pela seleção sub-23.
Ele sempre chegou machucado nos Mundiais
A derrota para a Noruega também deixou uma marca incômoda. Neymar se torna o segundo jogador brasileiro a disputar quatro Copas do Mundo sem vencer nenhuma. Thiago Silva havia sido o primeiro. É um dado duro para um jogador que, desde muito jovem, foi tratado como herdeiro natural dos grandes camisas 10 do Brasil. O problema é que Neymar nunca teve uma relação simples com a Copa. Sempre chegou como esperança, mas quase nunca chegou inteiro. Quando esteve melhor, em 2014, foi tirado por uma joelhada.
Quando parecia pronto para decidir, em 2022, o Brasil não soube segurar o resultado. Quando voltou para uma última tentativa, em 2026, já não era mais o centro absoluto do time. A seleção também deixa os Estados Unidos com a sua pior campanha desde 1990. O Brasil completa em 2030 um jejum de 28 anos sem conquistar a Copa, o maior desde o primeiro título, em 1958. É uma fila grande demais para um país que se acostumou a medir sua grandeza pelo futebol.
Neymar deixa a seleção como um dos maiores jogadores brasileiros da história em números. Mas também como o craque de uma era incompleta e fracassada em Copas. Fez gols, deu assistências, encantou, irritou, dividiu opiniões e carregou um peso que poucos suportariam. Só não ganhou o torneio da Fifa. Neymar não tem Mundial. No fim, sua frase explicou tudo. “Comecei aqui, fechei aqui.” Neymar fechou sua história pela seleção no mesmo lugar em que abriu. Mas fechou sem a taça e de mãos abanando na história das Copas.
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