Aos 50, Giovanna Antonelli trata envelhecimento íntimo; entenda procedimento
Globo
São Paulo - A atriz Giovanna Antonelli, de 50 anos, fez um procedimento com laser de CO₂ para tratar os sinais envelhecimento da região íntima, conforme compartilhou nas redes sociais nesta semana. Ela não especificiou se o tratamento era por questões físicas ou estéticas, mas ambas podem acontecer depois da menopausa.
O VIVA conversou com a secretária da Comissão Nacional Especializada em Trato Genital Inferior da Federação Brasileira das Associações em Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Fernanda Kesselring Tso, para entender o que acontece nessa região com o passar dos anos.
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O que acontece com a vagina depois dos 50?
Antes de falar sobre os tratamentos, a ginecologista faz uma distinção importante: vulva e vagina não são a mesma coisa. A vulva é a parte externa da região genital feminina, composta pelo monte pubiano, grandes e pequenos lábios e pela entrada da vagina. Já a vagina é o canal interno que liga a vulva ao colo do útero.
Com a chegada da menopausa, a queda na produção de estrogênio pelos ovários provoca mudanças importantes nessas estruturas. Segundo a especialista, mais de 80% das mulheres desenvolvem, em algum momento, a chamada síndrome geniturinária da pós-menopausa.
Ressecamento, dor e urgência para urinar
Com menos estrogênio circulando, a mucosa vaginal se torna mais fina e perde hidratação. Como consequência, podem surgir:
- Ressecamento vaginal;
- Ardência e sensibilidade local;
- Dor durante a relação sexual;
- Falta de lubrificação;
- Dificuldade para segurar a urina;
- Necessidade frequente de ir ao banheiro.
Segundo Fernanda Tso, o que mais costuma incomodar as pacientes é justamente a região da entrada da vagina, que sofre diretamente os efeitos da redução hormonal pela falta de lubrificação.
Já na parte externa, há mudanças como diminuição do colágeno e na distribuição de gordura dos grandes lábios, as principais queixas costumam estar relacionadas à estética e ao desconforto.
Hormônios locais são tratamento
A especialista explica que uma das formas mais eficazes de prevenir e tratar a síndrome geniturinária da pós-menopausa é o uso de hormônios locais.
Eles podem ser administrados por meio de cremes ou comprimidos, e utilizados tanto por mulheres que fazem reposição hormonal sistêmica, quanto por aquelas que não utilizam hormônios para a menopausa. Além de aliviar os sintomas mencionados, o tratamento ajuda a prevenir infecções urinárias.
Quando o laser de CO₂ é indicado?
Para mulheres que não podem utilizar hormônios, existem alternativas físicas. Entre elas está o laser de CO₂, procedimento mencionado por Giovanna Antonelli.
Segundo a ginecologista, o laser pode ser aplicado na vagina para melhorar os sintomas da síndrome geniturinária da pós-menopausa. Este também serve para estimular a produção de colágeno, melhorar a vascularização e aumentar a hidratação dos tecidos, podendo promover mudanças no aspecto da região externa.
Como funciona o procedimento?
O tratamento geralmente é realizado em consultório, sem necessidade de internação ou centro cirúrgico. O protocolo mais utilizado consiste em três sessões, com intervalo de aproximadamente um mês entre elas, segudo a médica.
O procedimento é feito com anestesia local, normalmente por meio de um creme anestésico. De acordo com a especialista, o laser promove uma queimadura controlado dos tecidos, estimulando processos de regeneração e produção de colágeno.
Nos primeiros dias após a aplicação, é comum ocorrer:
- Vermelhidão;
- Inchaço;
- Sensação de ardor;
- Sensibilidade local.
Os sintomas costumam melhorar em poucos dias com medidas simples, como uso de hidratantes e água termal gelada.
A médica ressalta que não existe um padrão estético para a genitália feminina e que a principal indicação desses tratamentos continua sendo a melhora da funcionalidade e da qualidade de vida. Fernanda Tso reforça que cada caso deve ser avaliado individualmente.
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