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Aos 50, Giovanna Antonelli trata envelhecimento íntimo; entenda procedimento

Globo

Com a menopausa, a queda na produção de estrogênio provoca mudanças na região íntima - Globo
Com a menopausa, a queda na produção de estrogênio provoca mudanças na região íntima
Por Bárbara Ferreira

22/06/2026 | 18h02

São Paulo - A atriz Giovanna Antonelli, de 50 anos, fez um procedimento com laser de CO₂ para tratar os sinais envelhecimento da região íntima, conforme compartilhou nas redes sociais nesta semana. Ela não especificiou se o tratamento era por questões físicas ou estéticas, mas ambas podem acontecer depois da menopausa.

O VIVA conversou com a secretária da Comissão Nacional Especializada em Trato Genital Inferior da Federação Brasileira das Associações em Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Fernanda Kesselring Tso, para entender o que acontece nessa região com o passar dos anos.

O que acontece com a vagina depois dos 50?

Antes de falar sobre os tratamentos, a ginecologista faz uma distinção importante: vulva e vagina não são a mesma coisa. A vulva é a parte externa da região genital feminina, composta pelo monte pubiano, grandes e pequenos lábios e pela entrada da vagina. Já a vagina é o canal interno que liga a vulva ao colo do útero.

Com a chegada da menopausa, a queda na produção de estrogênio pelos ovários provoca mudanças importantes nessas estruturas. Segundo a especialista, mais de 80% das mulheres desenvolvem, em algum momento, a chamada síndrome geniturinária da pós-menopausa. 

Ressecamento, dor e urgência para urinar

Com menos estrogênio circulando, a mucosa vaginal se torna mais fina e perde hidratação. Como consequência, podem surgir:

  • Ressecamento vaginal;
  • Ardência e sensibilidade local;
  • Dor durante a relação sexual;
  • Falta de lubrificação;
  • Dificuldade para segurar a urina;
  • Necessidade frequente de ir ao banheiro.

Segundo Fernanda Tso, o que mais costuma incomodar as pacientes é justamente a região da entrada da vagina, que sofre diretamente os efeitos da redução hormonal pela falta de lubrificação.

Já na parte externa, há mudanças como diminuição do colágeno e na distribuição de gordura dos grandes lábios, as principais queixas costumam estar relacionadas à estética e ao desconforto.

Hormônios locais são tratamento

A especialista explica que uma das formas mais eficazes de prevenir e tratar a síndrome geniturinária da pós-menopausa é o uso de hormônios locais.

Eles podem ser administrados por meio de cremes ou comprimidos, e utilizados tanto por mulheres que fazem reposição hormonal sistêmica, quanto por aquelas que não utilizam hormônios para a menopausa. Além de aliviar os sintomas mencionados, o tratamento ajuda a prevenir infecções urinárias.

Quando o laser de CO₂ é indicado?

Para mulheres que não podem utilizar hormônios, existem alternativas físicas. Entre elas está o laser de CO₂, procedimento mencionado por Giovanna Antonelli.

Segundo a ginecologista, o laser pode ser aplicado na vagina para melhorar os sintomas da síndrome geniturinária da pós-menopausa. Este também serve para estimular a produção de colágeno, melhorar a vascularização e aumentar a hidratação dos tecidos, podendo promover mudanças no aspecto da região externa.

Como funciona o procedimento?

O tratamento geralmente é realizado em consultório, sem necessidade de internação ou centro cirúrgico. O protocolo mais utilizado consiste em três sessões, com intervalo de aproximadamente um mês entre elas, segudo a médica.

O procedimento é feito com anestesia local, normalmente por meio de um creme anestésico. De acordo com a especialista, o laser promove uma queimadura controlado dos tecidos, estimulando processos de regeneração e produção de colágeno.

Nos primeiros dias após a aplicação, é comum ocorrer:

  • Vermelhidão;
  • Inchaço;
  • Sensação de ardor;
  • Sensibilidade local.

Os sintomas costumam melhorar em poucos dias com medidas simples, como uso de hidratantes e água termal gelada.

A médica ressalta que não existe um padrão estético para a genitália feminina e que a principal indicação desses tratamentos continua sendo a melhora da funcionalidade e da qualidade de vida. Fernanda Tso reforça que cada caso deve ser avaliado individualmente.

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