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Nível de felicidade cai na vida adulta, mas volta a subir após os 50 anos

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No Brasil, soma de pessoas que se dizem muito felizes ou bastante felizes é de 82% entre pessoas de 50 e 74 anos, a maior média por faixa etária - Freepik/Pikisuperstar
No Brasil, soma de pessoas que se dizem muito felizes ou bastante felizes é de 82% entre pessoas de 50 e 74 anos, a maior média por faixa etária
Por Bianca Bibiano

19/03/2026 | 08h22

São Paulo - Embora dinheiro e amor sejam as principais causas de felicidade (ou infelicidade) no mundo, a idade parece ser um fator preponderante nessa equação. É o que aponta um levantamento global do instituto de pesquisas Ipsos.

De acordo com os dados, à medida que envelhecemos, ficamos mais infelizes, atingindo um índice mais baixo por volta dos 50 anos. A boa notícia é que, depois que passar por essa década, o nível de felicidade sobe para níveis recordes. E o Brasil tem uma das taxas de felicidade mais altas no mundo.

A pesquisa, que leva o nome em inglês de Ipsos Happiness Report 2026, considerou dados mundiais, incluindo do Brasil, e mostrou que, por aqui, a soma de pessoas que se dizem muito felizes ou bastante felizes é de 82% entre pessoas de 50 e 74 anos, a maior média por faixa etária. 

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A Geração Z (nascidos aproximadamente entre metade dos anos 1990 e início dos anos 2010), por outro lado, é a que mais afirma estar "nada feliz" (6%). A pesquisa analisou respostas de 23.268 adultos com idade entre 16 anos e 74 anos em 29 países.

De modo geral, 28% dos entrevistados no Brasil se dizem muito felizes, 52% felizes, 15% não muito felizes e 5% nada felizes. A média global é 18%, 56%, 22% e 5%, respectivamente.

Os dados mostram ainda que, em 2026, que as pessoas estão mais felizes que no ano anterior em 25 dos 29 países pesquisados, inclusive por aqui.

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Dinheiro traz felicidade? 

Segundo a pesquisa da Ipsos, sim, dinheiro ajuda nesse aspecto.Globalmente, pessoas com renda mais alta tendem a ser mais felizes (79%) do que as de renda mais baixa (67%). A situação financeira é citada por todas as gerações em território nacional, na seguinte ordem: 68% Baby Boomers, 62% Geração X, 49% Millennials e 49% Geração Z.

"Não importa a sua idade, onde você mora ou quanto você ganha. Se você está infeliz, suas finanças pessoais são a causa mais provável dessa infelicidade", afirma a diretora de pesquisas de marca na Ipsos, Lucymara Andrade.

 Vemos uma consistência nas gerações mais velhas exibindo maior grau de felicidade do que as mais jovens. Além disso, há uma ênfase duradoura na 'família', na 'saúde' e no 'amor' como principais motores de felicidade entre os brasileiros".

Felicidade e amor

Para além do dinheiro, o amor também é citado como fonte de alegria. Para os brasileiros, se sentir amado é o que mais contribui para a sua felicidade (34%), revela o levantamento. Na sequência, estão os fatores de saúde física e mental (31%) e o relacionamento com a família e os filhos (29%). Na escala global esses dois últimos fatores se invertem, com família aparecendo na frente.

Os países com a maior porcentagem de pessoas felizes são a Indonésia (86%), Países Baixos (84%), México (83%) e Colômbia (83%).

O Brasil foi o País que mais citou a fé religiosa ou vida espiritual como um motivo que contribui para a felicidade (22%), frente a 10% da média global.

O Ipsos Happiness Report 2026 destaca ainda que a percepção sobre a economia do país como fonte de infelicidade diminuiu em 2026. Em 18 dos 29 países, mais pessoas acreditam que a economia nacional está mais forte do que no ano anterior, o que pode explicar parte do aumento geral da felicidade. 

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