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Primeiro avião com passageiros de cruzeiro com hantavírus decola para Madri

Reprodução/Antarctica Cruises

Cidadãos espanhóis foram os primeiros a deixar o navio, que estava ancorado ao largo de Tenerife - Reprodução/Antarctica Cruises
Cidadãos espanhóis foram os primeiros a deixar o navio, que estava ancorado ao largo de Tenerife
Por Broadcast

10/05/2026 | 09h13 ● Atualizado | 10h31

Tenerife - O primeiro avião transportando passageiros evacuados do cruzeiro MV Hondius, da Oceanwide Expeditions, afetado pelo hantavírus, partiu neste domingo, 10, de Tenerife, nas Ilhas Canárias da Espanha, com destino a um hospital militar em Madri.

Os cidadãos espanhóis foram os primeiros a deixar o navio, que estava ancorado ao largo de Tenerife. Eles ficarão em quarentena ao chegarem a Madri, dizem as autoridades de saúde espanholas. Somente cidadãos espanhóis - 13 dos passageiros - farão essa quarentena no País.

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Ninguém dentre as mais de 140 pessoas que estavam no cruzeiro está apresentando sintomas do vírus, disseram o Ministério da Saúde da Espanha, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Oceanwide Expeditions.

Três pessoas que estavam no cruzeiro morreram na semana passada, e cinco passageiros que deixaram o navio estão infectados com o hantavírus, que pode causar doenças potencialmente fatais.

OMS se pronuncia

Em meio ao desembarque de passageiros do cruzeiro afetado por um surto de hantavírus, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, veio a público afirmar que o hantavírus “não é a Covid” e que o risco para a população de Tenerife é “baixo” devido à natureza da doença e às medidas adotadas pelo governo espanhol.

“O risco para a população local é baixo devido à própria natureza da doença. Mas em segundo lugar, o risco é baixo porque o governo espanhol tomou todas as medidas necessárias para evitar qualquer problema”, afirmou o chefe da OMS.

Tedros disse que a preocupação da população é “legítima”, especialmente porque o “trauma” da Covid ainda está presente na mente das pessoas, mas fez um apelo para que a população de Tenerife “confie” no que está sendo informado pelas autoridades.

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Depois de chegar ao porto de Granadilla, no sul da ilha espanhola de Tenerife, na madrugada deste domingo, 10, o cruzeiro Hondius iniciou o desembarque de seus mais de 100 ocupantes após o surto de hantavírus que matou três passageiros e colocou autoridades sanitárias de diversos países em alerta.

A embarcação, que partiu de Ushuaia, no sul da Argentina, em 1º de abril, entrou no porto às 5h GMT (2h em Brasília), dando início à operação internacional de retirada dos passageiros. Segundo a ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, o último voo de repatriação, destinado à Austrália, está previsto para segunda-feira, 11.

Mais cedo, a ministra disse que a equipe de Saúde Exterior que está a bordo do navio realizando a avaliação epidemiológica informou que “todos os passageiros continuam assintomáticos”.

Segundo ela, o primeiro grupo a desembarcar será o de cidadãos espanhóis e, em seguida, os Países Baixos iniciarão a evacuação, levando também cidadãos da Alemanha, Bélgica, Grécia e parte da tripulação. Na sequência, devem ocorrer os demais voos previstos para hoje, com destino a Canadá, Turquia, França, Grã-Bretanha, Irlanda e Estados Unidos. Os passageiros serão desembarcados conforme a programação das decolagens.

Em pronunciamento publicado nas redes sociais, a ministra da Saúde afirmou que as operações de ancoragem foram realizadas com sucesso às 6h30 (horário local). Segundo ela, às 7h30, integrantes da Saúde Exterior embarcaram no navio para realizar a avaliação dos passageiros ao lado de representantes do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), da Organização Mundial da Saúde e de especialistas holandeses.

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