CONFIRA

Plataforma Prateados promove socialização para idosos 60+

Com curadoria de atividades culturais e físicas, Prateados visa combater o isolamento social entre idosos, promovendo socialização e bem-estar

Alessandra Taraborelli

Por Alessandra Taraborelli

17/09/2026 | 16h59

Divulgação/Prateados

Plano de expansão prevê sete praças: Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre, além do litoral e interior de São Paulo - Divulgação/Prateados
Plano de expansão prevê sete praças: Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre, além do litoral e interior de São Paulo
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O Prateados é um novo ecossistema voltado para pessoas com 60 anos ou mais, que combina atividades culturais e físicas com tecnologia para combater o isolamento social, um problema crescente entre os idosos.

O aplicativo oferece planos de assinatura com atividades em grupo, mantém um pilar social com eventos gratuitos e planeja expandir para sete novas cidades até novembro, visando atingir 10 mil usuários até fevereiro de 2027.

São Paulo - O combate ao isolamento social na velhice ganhou uma nova alternativa no mercado nacional. Lançado formalmente para o público após seis meses de operação em fase beta, o Prateados se apresenta como um ecossistema focado no público 60+ que combina curadoria de atividades culturais e físicas, tecnologia e acompanhamento técnico para promover a socialização da população madura.

A iniciativa surge como resposta a um dos principais gargalos de saúde pública da atualidade. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), um em cada quatro idosos sofre de isolamento social, fator de risco direto para o declínio cognitivo e físico.

"O nosso negócio principal é a promoção de experiências. A gente faz um trabalho de curadoria de atividades e transforma essas atividades em experiências para que a comunidade se entenda pertencente da cidade e possa usufruir de atividades locais que nem sempre são amigáveis para as pessoas com 70, 80, 90 anos", explica a idealizadora do projeto, Ana Boyadjian.

Diferente de plataformas tradicionais de agendamento, o modelo do Prateados proíbe a realização de atividades individuais. O ecossistema exige um quórum mínimo de participantes para "destravar" cada experiência, que vai desde aulas de mobilidade urbana em parques até oficinas de grafite e sessões de cinema seguidas de rodas de conversa.

Todas as agendas são conduzidas presencialmente por "anfitriões" — profissionais de educação física, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas treinados para mediar a integração do grupo.

Idealizadora do Prateados, Ana Boyadjian
 Idealizadora do projeto, Ana Boyadjian - Divulgação
Imagina as pessoas com 70 anos, 80 anos com spray na mão, fazendo arte, pichando um paredão pela primeira vez na vida"
Ana Boyadjian

Modelo de negócio

O aplicativo opera por meio de planos de assinatura baseados em pacotes de créditos — estrutura semelhante a plataformas corporativas de bem-estar —, permitindo que os usuários escolham entre quatro e dez experiências mensais. Para garantir o acesso inclusivo, a empresa mantém um pilar social com ao menos duas atividades gratuitas por semana.

Na frente corporativa, a plataforma B2B abre espaço para que empresas e marcas patrocinem e viabilizem experiências exclusivas. O conceito também abrange o chamado Business to Family (B2F), envolvendo os núcleos familiares na jornada de autonomia do idoso e oferecendo oficinas para o letramento digital do público maduro.

Atualmente focado na capital paulista, o plano de expansão do ecossistema prevê a entrada em sete praças prioritárias a partir de novembro, incluindo Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre, além do litoral e interior de São Paulo. A meta da empresa é atingir a marca de 10 mil usuários com o lançamento de cobertura nacional, previsto para fevereiro de 2027.

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