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Quaresma 2026: o que pode e o que não pode fazer?

Banco de Imagens / Freepik

Igreja não proíbe aos católicos o consumo de carne, apenas recomenda evitar em dois dias - Banco de Imagens / Freepik
Igreja não proíbe aos católicos o consumo de carne, apenas recomenda evitar em dois dias
Por Bárbara Ferreira

26/02/2026 | 17h13

São Paulo, 26/02/2026 - A Quaresma é um período em que os católicos decidem passar por penitências a fim de se preparar para a ressurreição com o olhar voltado para a Igreja. Ela começa depois do Carnaval e vai até dois dias antes da Páscoa. A ideia é renunciar a vontades e confortos, como rede social ou alguma comida. Mas ainda há dúvida sobre o que é permitido ou proibido durante o período. 

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Ao VIVA, o Frei Felipe, assessor da Comissão para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), desmistificou a proibição. Segundo ele, a Igreja não proíbe o consumo de carne, mas orienta que os fiéis não comam em dois dias específicos: a Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa. 

“Alguns fiéis aderem à prática de não comer carne durante os 40 dias dedicados à Quaresma, exatamente para poder favorecer a ideia de que este tempo é marcado pelo jejum, pela oração e pela esmola. Isso nos ajuda a preparar o coração, a mente e todo o corpo para celebrar a alegria pascoal”, disse. 

Portanto, como se trata de uma recomendação e não uma obrigação, quem come carne durante o período não está cometendo pecado grave, explicou. O Frei ainda mencionou que esse jejum pode ser de qualquer coisa que auxilie a pessoa no percuso de conversão de transformação.

Em 2026, como é tradição, o Papa recomenda que os cristãos façam jejum da ‘língua’. “Para frear a nossa palavra, a nossa linguagem, às vezes tão carregadas de ódio, tão armadas, tão orgulhosas, vaidosas. Para que nós possamos talvez fazer também esse percurso de conversão”, disse o Frei.

Quanto ao sexo e o consumo de bebida alcóolica, o Frei reitera que nada é proibido, desde que dentro do matrimônio. Segundo ele, alguns casais buscam não praticarem relações sexuais para que a Quaresma seja um período de maior atenção.

Acho que a Quaresma nos chama a esse tempo de sobriedade em todos os aspectos. Na questão da carne, da bebida, das relações sexuais, em nenhum momento a igreja orienta que evitar essas práticas como obrigatória, sempre opcionais. Cada um pode fazer a revisão de vida naquilo que mais lhe apetece, naquilo que mais lhe toca”, disse.

Frei Felipe ainda disse que, atualmente, mais do que alimentação e bebida, os cristãos deveriam se atentar com o uso das redes sociais e celular. “Somos também tão viciados nesses aspectos, que talvez é aqui que a gente precise trabalhar e oferecer, neste tempo da Quaresma, um período de meditação, de revisão de vida, para não ficarmos tão apegados a essas coisas”, afirmou. 

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