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Seu filho quer pular Carnaval com os amigos? Veja dicas de combinados

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A adolescência é um período de transição, quando o jovem começa a se afastar gradualmente da proteção constante dos pais - Adobe Stock
A adolescência é um período de transição, quando o jovem começa a se afastar gradualmente da proteção constante dos pais
Por Alessandra Taraborelli

12/02/2026 | 08h34

São Paulo, 12/02/2026 - Seu filho pede para ir pular Carnaval com os amigos. No mesmo instante, você é invadido por um turbilhão de sentimentos, como medo e insegurança, além de muitas dúvidas. Embora esta fase de começar a sair sem os pais seja assustador, também é um momento importante para a construção da autonomia.

O Carnaval, nesse sentido, pode ser uma experiência educativa. Não apenas sobre festa, mas sobre autocuidado, limites, escolhas e pertencimento. Preparar o adolescente para o mundo é justamente permitir que ele viva experiências reais, sabendo que existe uma base segura para acolhê-lo, se algo sair do planejado.

A psiquiatra, supervisora na residência de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp/EPM) e especialista pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), Danielle Admoni, ressalta que a confiança começa na adolescência, e ela é construída desde a infância, a partir de diálogos abertos, sem julgamento e com a concessão gradual da liberdade.

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“Quando os pais conseguem ouvir sem reagir de forma punitiva ou alarmista, o adolescente aprende que pode conversar e pedir ajuda.”

A adolescência é, por definição, um período de transição. O jovem começa a se afastar gradualmente da proteção constante dos pais para experimentar o mundo por conta própria. Esse movimento é saudável e necessário para o desenvolvimento emocional — ainda que, para os adultos, ele desperte apreensão.

Dizer sim ou não de forma automática tende a empobrecer a conversa. Um não sem escuta pode fechar canais de diálogo e incentivar atitudes escondidas. Um sim sem combinados, por outro lado, pode passar a mensagem de desamparo. O desafio está justamente em encontrar o caminho do meio: aquele que respeita o desejo de autonomia do adolescente sem abrir mão do cuidado”, explica.

Mais do que autorizar ou proibir, esse é um convite para conversar. Perguntar como ele imagina o evento, o que espera da experiência, quais são seus receios e como pretende lidar com situações difíceis ajuda o jovem a refletir sobre responsabilidade e consequências. Ao mesmo tempo, os pais têm a oportunidade de expressar seus próprios medos, sem dramatizar ou controlar excessivamente.

Para a psiquiatra, a confiança é construída aos poucos, em pequenas experiências, acordos respeitados e diálogos sinceros. Quando os pais demonstram que confiam e permanecem disponíveis, o adolescente aprende algo fundamental: liberdade vem acompanhada de responsabilidade, e pedir ajuda não é sinal de fraqueza.

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Sugestões de combinados

A psiquiatra e especialista pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), Danielle Admoni, dá algumas dicas para os combinados entre pais e adolescentes para curtir o Carnaval com autonomia.

- Avaliem juntos a maturidade do jovem e comecem por blocos menores ou eventos mais organizados, em clubes, por exemplo, sem grandes multidões.

- Saiba com quem ele vai e oriente a importância de permanecer sempre junto ao grupo de amigos. Um cuida do outro.

- Combine cuidados com o celular: guardar o aparelho em doleira por dentro da roupa e evitar deixá-lo à mostra. Se precisar usar o celular, é rapidamente e, de preferência, em um lugar fechado. Um cordão ajuda a aumentar a segurança.

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- Oriente a não aceitar bebidas abertas, em copos: consumir apenas bebidas em lata ou garrafa fechada e lembrar de beber água.

- Estabeleça um combinado simples de comunicação, como enviar uma mensagem de vez em quando (estabeleça o intervalo de horas) para avisar que está tudo bem.

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