90% dos brasileiros veem impacto da guerra do Irã na economia, diz pesquisa
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília - Pesquisa Ipsos-Ipec realizada de 8 a 12 de abril aponta que 90% dos brasileiros avaliam que o conflito no Oriente Médio envolvendo Irã, EUA e Israel deve afetar a economia brasileira. Para 65%, o impacto será grande; para 25%, moderado. 6% dizem que não haverá efeito e 5% não souberam opinar.
No geral, a percepção de impacto econômico é parecida entre as diferentes camadas sociodemográficas. O estudo também indica consenso de que o conflito afetará itens diretamente ligados à economia do País
Para nove em cada dez brasileiros, a guerra vai afetar: preço dos combustíveis (92%), preço dos alimentos (91%), do gás e a inflação (89% cada). Quando se trata de geopolítica, 76% consideram que a relação do Brasil com outros países será afetada.
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Nível de informação sobre a guerra é de 60%
O levantamento mostrou também que 60% dizem estar informados sobre a guerra (43% mais ou menos e 17% bem informados). Destacam-se como os mais informados aqueles com renda familiar mensal acima de cinco salários mínimos (73%) e os com nível superior (72%).
Já 37% se consideram mal informados, índice que é mais expressivo entre os menos escolarizados (45%) e os de menor renda familiar (44%). Somam 2% os que não responderam.
Brasileiro prefere posição neutra no conflito
Quanto ao posicionamento do governo do Brasil em relação ao conflito, 83% defendem que o País adote postura neutra. Para 10% dos entrevistados, o Brasil deveria respaldar os Estados Unidos e Israel, enquanto 2% dizem que o governo brasileiro deveria apoiar o Irã e 5% não sabem opinar.
O apoio aos EUA e Israel é mais expressivo entre quem tem maior renda familiar (19%), em comparação com quem aqueles de menor renda (6%); entre os evangélicos (16%) se comparado aos católicos (7%) e entre os que se dizem bem informados (19%) em relação aos mal informados (4%).
Para Márcia Cavallari, diretora-geral da Ipsos-Ipec, a percepção de impacto econômico demonstra que a população está receosa com os reflexos no bolso e atenta às consequências globais do conflito no Oriente Médio.
O brasileiro também mostra que tem uma visão crítica sobre a necessidade do ataque que desencadeou a guerra. Nesse cenário, deixa claro que o governo brasileiro deve adotar uma postura de neutralidade, uma política externa que não se alinhe a nenhum dos dois lados", diz.
(Por Mateus Maia)
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