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Alckmin diz que pacote para reduzir dívidas será apresentado 'em breve'

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Proposta inclui a liberação do FGTS com foco na quitação de dívidas - Marcelo Camargo/Agência Brasil
Proposta inclui a liberação do FGTS com foco na quitação de dívidas
Por Broadcast

13/04/2026 | 15h05

São Paulo – O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta segunda-feira, 13, que o pacote de medidas em discussão no governo para reduzir o endividamento das famílias “está caminhando” e deve ser apresentado em breve. A proposta inclui, entre outros pontos, a liberação de saques do FGTS com foco na quitação de dívidas.

“Está caminhando, acho que vai ser apresentado. Nós temos, infelizmente, uma taxa de juros muito alta, e isso acaba comprometendo parte da renda dos trabalhadores”, disse Alckmin a jornalistas, após encontro com lideranças sindicais na sede da União Geral dos Trabalhadores (UGT), em São Paulo.

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Segundo ele, a iniciativa busca oferecer condições para que brasileiros endividados possam renegociar compromissos financeiros a taxas menores. Ao destacar que os juros das dívidas superam o rendimento do FGTS, o vice-presidente afirmou que a liberação de recursos do fundo terá como objetivo aliviar a situação financeira das famílias. “Não é aumentar a dívida, mas reduzir a dívida”, declarou.

Durante o encontro, Alckmin também abordou a discussão sobre a redução da jornada de trabalho. Ele afirmou que a pauta é uma “luta correta”, mas ressaltou a necessidade de considerar as especificidades de cada setor, especialmente no debate sobre o fim da escala 6x1.

“Se nós podemos fazer mais com menos gente — as fábricas produzem mais com menos gente, o campo produz mais com menos gente —, é óbvio que você vai ter uma jornada um pouco menor. Essa é uma tendência mundial”, disse, ao mencionar o impacto da mecanização e da inteligência artificial sobre a produtividade.

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Apesar disso, ponderou que “não é tudo igual” e que mudanças devem levar em conta particularidades das atividades econômicas. “Então, se analisam as especificidades. Mas é uma luta correta que o mundo inteiro está fazendo e que o presidente Lula tem compromisso com a questão da jornada do trabalho”, afirmou.

Alckmin também comentou o cenário eleitoral e minimizou os resultados recentes de pesquisas de intenção de voto que indicam avanço de adversários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para ele, os levantamentos refletem apenas o momento atual.

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“Pesquisa é momento. A campanha só vai começar depois que tiver as convenções partidárias. Aí sim, com as convenções definidas, você vai saber quem efetivamente é candidato, quais são as chapas. Aí começa o debate”, afirmou.

O vice-presidente acrescentou que o interesse da população tende a crescer com o início oficial das campanhas, quando haverá espaço para comparação entre gestões. “Eu acredito na comparação. As campanhas existem para isso, para você comparar”, disse.

(Por Eduardo Laguna)

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