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Poder de compra do vale-refeição cai 4,4% e dura nove dias em média no País

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Pelo recorte regional, o vale-refeição dura acima da média no Sudeste: 13 dias em Minas e 12 em São Paulo e no Rio - Envato
Pelo recorte regional, o vale-refeição dura acima da média no Sudeste: 13 dias em Minas e 12 em São Paulo e no Rio
Por Claudio Marques

29/07/2026 | 18h10 ● Atualizado | 18h12

São Paulo - O poder de compra do trabalhador brasileiro com o vale-refeição continua em queda. Um levantamento divulgado pela Pluxee, empresa global especializada em benefícios e engajamento, aponta que, no primeiro semestre de 2026, o auxílio passou a cobrir apenas nove dias úteis por mês, em média.

O número representa uma redução de 4,4% em relação aos dez dias registrados no mesmo período do ano passado e exige que o trabalhador complemente os custos de alimentação com recursos próprios em mais de 100%.

De acordo com o estudo, a diminuição na duração do vale-refeição é explicada pela diferença entre o reajuste do benefício e a inflação dos alimentos. De acordo com o estudo, enquanto o valor médio da refeição subiu 4,3%, atingindo R$ 44,69, o valor médio creditado pelas empresas aos funcionários cresceu apenas 1,5%, alcançando R$ 583,75.

A Pluxee ressalta que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente à alimentação fora do domicílio no período foi de 6,22%. Como reflexo direto dessa defasagem, os trabalhadores precisam desembolsar, em média, R$ 589 (101% a mais do que recebem) do próprio bolso para suprir os gastos mensais no setor.

O levantamento mostra que ao longo do tempo o encolhimento foi constante, conforme mostra o gráfico abaixo.

O consumidor também ajustou seus hábitos de consumo: o gasto médio por transação presencial em restaurantes e lanchonetes ficou em R$ 43,44, contra R$ 58,61 em compras feitas por aplicativos e serviços online.

Disparidade regional

Apesar de a média nacional ser de nove dias, o levantamento expõe diferenças expressivas entre as regiões do País. Os Estados onde o vale-refeição acaba mais rápido concentram-se no Norte e no Nordeste, com Roraima liderando o ranking negativo (seis dias úteis), seguido pelo Maranhão (sete dias), Acre e Rondônia (ambos com oito dias).

Na outra ponta, o Sudeste apresenta o maior rendimento do benefício, com destaque para Minas Gerais (13 dias), além de Rio de Janeiro e São Paulo (empatados com 12 dias cada).

Para o diretor executivo de Estabelecimentos da Pluxee, Antônio Alberto Aguiar, os indicadores acendem um sinal de alerta inegável para a segurança alimentar do profissional brasileiro. Ele destaca casos críticos como o do Maranhão, que registrou queda de 11,3% na duração do benefício aliada a uma redução de seu valor facial – cenário classificado por ele como uma "tempestade perfeita".

Aguiar avalia ser fundamental que as empresas utilizem essas informações para reavaliar suas políticas internas, a fim de garantir que o vale-refeição cumpra seu objetivo principal de assegurar o bem-estar e a alimentação adequada dos colaboradores.

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