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BC decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno, de ex-sócio do Master

Banco Pleno/Divulgação

Banco Pleno se chamava Voiter e fazia parte do conglomerado do Master - Banco Pleno/Divulgação
Banco Pleno se chamava Voiter e fazia parte do conglomerado do Master
Por Broadcast

18/02/2026 | 10h54

Brasília, 18/02/2026 - O Banco Central decretou na manhã desta quarta-feira, 18, a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, com extensão do regime especial à Pleno DTVM. Em agosto do ano passado, o próprio BC aprovou a transferência do controle societário do banco Voiter, que fazia parte do conglomerado do Master, para Augusto Lima, passando a operar sob o nome de Banco Pleno.

De acordo com a autarquia, o conglomerado do Pleno é de pequeno porte, enquadrado no segmento S4 da regulação prudencial, com 0,04% do ativo total e 0,05% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

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“A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil”, informou o BC.

A autoridade monetária reforçou que continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais, o que pode levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes.

Além disso, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos administradores da instituição objeto da liquidação decretada.

Falta de liquidez

A liquidação extrajudicial do Banco Pleno ocorreu porque a instituição já não tinha liquidez para honrar compromissos de curtíssimo prazo. Segundo apurou a Broadcast, esse foi um caso "simples", distante das suspeitas de fraude que marcam o Banco Master.

O Pleno (à época, Banco Voiter) foi vendido pelo Master para um ex-sócio do banco, Augusto Lima, em julho de 2025.

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Para conceder a autorização de compra, o Banco Central fez uma série de exigências, incluindo aumento de capital e que a instituição não emitisse novos Certificados de Depósito Bancário (CDBs), para limitar sua exposição ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Lima vinha aportando recursos e tentando encontrar fontes de captação para o banco, o que se tornou desafiador sem a emissão de CDBs. Ao mesmo tempo, tinha de honrar os CDBs vincendos.

Os técnicos do BC, que acompanhavam o caixa do Pleno diariamente, constataram que essa equação vinha se deteriorando. Recentemente, constatou-se que o banco não tinha liquidez nem para honrar vencimentos de curtíssimo prazo. Por isso, houve a opção por uma liquidação.

Não há suspeitas claras de fraudes no caso do Banco Pleno, ao contrário do caso do Master. O BC, inclusive, nomeou liquidante da instituição José Eduardo Victória, e não Eduardo Félix Bianchini, que cuida dos processos de liquidação das empresas do grupo Master.

A liquidação da instituição também deve ter impacto limitado para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que já monitorava o risco de uma quebra. Em setembro de 2025, o último dado disponível, o Pleno tinha R$ 5,237 bilhões em depósitos a prazo (que incluem CDBs, garantidos pela instituição).

Até agora, a conta das garantias pagas pelo FGC por causa da liquidação das empresas do Grupo Master está em R$ 49 bilhões. 

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