Bolsonaro segue para prisão domiciliar após alta hospitalar
Wilton Junior/Estadão Conteúdo
São Paulo - O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve alta hospitalar nesta sexta-feira (27) após passar duas semanas internado com broncopneumonia. A liberação consta em boletim médico assinado pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini; os cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado; e o diretor-geral do hospital privado, Allisson Barcelos Borges.
Em entrevista coletiva, o cardiologista Brasil Caiado, que integra a equipe médica do ex-presidente, afirmou que a evolução foi tranquila.
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O presidente Jair Bolsonaro acabou de ter alta hospitalar, como nós adiantamos há dois dias. A evolução nestes últimos dois dias foi o que nós esperávamos, tranquila, sem nenhuma intercorrência, com a medicação totalmente adaptada, já com a transição para a medicação por via oral."
Durante a internação e após apresentar melhoras, o antigo chefe do Executivo chegou a ser transferido para um protocolo considerado "mais adequado ao quadro clínico atual", onde passou a ter cuidados semi-intensivos, na UTI, de onde foi liberado na noite de segunda-feira (25).
Prisão domiciliar
Ao deixar a unidade hospitalar, Jair Bolsonaro foi para sua residência onde irá cumprir prisão domiciliar concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Na última terça-feira (24), Moraes determinou a expedição do mandado de soltura para efetivar a decisão que concedeu prisão domiciliar temporária ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Bolsonaro voltará a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. Em novembro do ano passado, antes de ser condenado pela trama golpista, o ex-presidente foi preso após tentar violar o equipamento.
Conforme a decisão, a domiciliar terá prazo inicial de 90 dias. Após o prazo, a manutenção do benefício deverá ser reanalisado pelo STF.
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