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Moraes concede prisão domiciliar para Bolsonaro por 90 dias

Tânia Rego/Agência Brasil/Arquivo

O prazo da prisão domiciliar conta a partir da alta médica, por 90 dias - Tânia Rego/Agência Brasil/Arquivo
O prazo da prisão domiciliar conta a partir da alta médica, por 90 dias
Por Broadcast

24/03/2026 | 15h40

Brasília, 24/03/2026 - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes concedeu a prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo prazo inicial de 90 dias, contados a partir da alta médica - ainda sem previsão.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses na Papudinha por tentativa de golpe de Estado e está internado desde o dia 13, com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana. O ex-presidente permanece internado no hospital DF Star, "com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico e fisioterapia respiratória e motora", de acordo com o boletim médico desta terça-feira.

Bolsonaro está internado desde o dia 13 de março, em tratamento para pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração, condição em que conteúdo gástrico ou secreções alcançam as vias respiratórias e provocam infecção pulmonar. Na ocasião, o ex-presidente apresentou febre, vômitos e queda na saturação de oxigênio.


O médico cardiologista Brasil Caiado afirmou que essa foi a "maior pneumonia que Bolsonaro já teve". A equipe médica trabalha com a estimativa de que o período total de internação chegue a cerca de 14 dias, a depender da resposta ao tratamento.


Neste sábado, 21, Bolsonaro completou 71 anos de idade, em meio à pressão para que seja transferido para prisão domiciliar. O ex-presidente recebeu parabéns e mensagens de familiares e apoiadores na porta do hospital.

Moraes disse que a domiciliar visa a “integral recuperação” da broncopneumonia.

Após esse prazo, será reanalisada a presença dos requisitos necessários para a manutenção da prisão domiciliar humanitária, inclusive com perícia médica se houver necessidade.

Leia também: PGR se manifesta a favor de prisão humanitária para Bolsonaro

Na semana passada, o ministro recebeu o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que reforçou o pedido de domiciliar para o ex-presidente.

Moraes ressaltou que Bolsonaro deverá usar tornozeleira eletrônica e está proibido de usar celular e redes sociais. Também não poderá gravar vídeos e áudios, seja diretamente ou por intermédio de terceiros.

Sem visitas

Além das visitas permanentes dos filhos, de advogados e médicos, o ex-presidente também não poderá receber visitas. Ele cumprirá a domiciliar em sua residência em Brasília, onde já moram a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, uma filha e uma enteada de Bolsonaro.

“Determino a suspensão de todas as demais visitas pelo prazo de 90 dias, correspondente ao período de recuperação do custodiado, para resguardar o ambiente controlado necessário, principalmente para se evitar o risco de sepse e controle de infecções, conforme anteriormente salientado. Qualquer visita a outro morador da casa está, igualmente, vedada, salvo autorização judicial específica”, afirmou Moraes na decisão.

O ministro também proibiu quaisquer acampamentos, manifestações ou aglomerações em um raio de 1km da residência do ex-presidente.

(Por Lavínia Kaucz)

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