Caso Henry Borel: ex-vereador destitui defesa, volta atrás e nomeia filho
Tomaz Silva/Agência Brasil
São Paulo - O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e Monique Medeiros começaram a ser julgados no início da tarde desta segunda-feira, 25, no Tribunal do Júri, no Rio de Janeiro, pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos.
O caso começou a ser analisado após uma manhã marcada pela indefinição sobre o possível novo adiamento do julgamento. O ex-vereador destituiu a banca de advogados que o defende da acusação de homicídio após o enfarte do advogado Fabiano Lopes, um dos defensores do ex-parlamentar.
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Diante da decisão de Jairinho, o Ministério Público do Rio de Janeiro pediu que o ex-vereador fosse transferido da Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira (Bangu 8), conhecida por abrigar presos de colarinho branco, com ensino superior e de casos de repercussão, para a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino (Bangu 1), de segurança máxima e onde se encontram os detentos mais perigosos.
Já a defesa de Monique Medeiros, representada pelo advogado Hugo Novais, defendeu que o julgamento da mãe de Henry não poderia ser desmembrado, uma vez que ela é acusada de homicídio por omissão.
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Filho nomeado para a defesa do pai
A juíza Elisabeth Machado Louro deu indícios de que adiaria o julgamento e de que poderia atender ao pedido do MP pela transferência de Jairo. No meio da decisão de Elisabeth, Jairinho interrompeu a magistrada e constituiu novamente a defesa, incluindo à banca de advogados o próprio filho, o advogado Luís Fernando Abidul.
As inúmeras tentativas de protelar o julgamento deste processo fazem não só desta julgadora, mas de todos os demais envolvidos no processo, reféns dele por iniciativa de uma só das partes", afirmou a magistrada.
Com a defesa constituída novamente, Elisabeth deu prosseguimento ao tribunal do júri. Sete jurados foram sorteados: ao fim, cinco mulheres e dois homens ficaram definidos.
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