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Correios prorrogam prazo para adesão ao Plano de Demissão Voluntária

Correios/Divulgação

O PDV é uma das exigências para um empréstimo aos Correios de R$ 12 bilhões - Correios/Divulgação
O PDV é uma das exigências para um empréstimo aos Correios de R$ 12 bilhões
Por Marcel Naves

30/03/2026 | 15h27

São Paulo - Os Correios prorrogaram a adesão de funcionários ao Plano de Desligamento Voluntário - PDV  2026, até o dia 7 de abril. O desligamento dos trabalhadores faz parte de um plano de recuperação que prevê restringir despesas. A medida é uma das exigências para que a estatal tenha acesso a um empréstimo de R$ 12 bilhões.

Em nota, a empresa informou que a ampliação do prazo reforça o compromisso da estatal com uma transição responsável, onde os profissionais ganham uma janela adicional para planejar seus projetos com base em informações completas sobre os benefícios e condições financeiras do programa.

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Nosso objetivo é garantir que cada colaborador tenha clareza e tranquilidade em sua decisão. A prorrogação é um gesto de transparência que acompanha o processo de modernização da nossa malha física e digital.”

O PDV atual é uma reabertura do programa do ano passado, lançado ainda sob o comando de Fabiano Silva dos Santos, ex-presidente dos Correios. Naquela época, a adesão foi de 3,6 mil funcionários.

Novidades do atual programa

De acordo com os Correios , o novo plano mantém o incentivo financeiro praticado no programa de 2025 e elimina a restrição de idade máxima. Antes apenas empregados com 55 anos ou mais podiam aderir. A partir de agora, qualquer empregado pode aderir, desde que tenha pelo menos dez anos de empresa, recebeu remuneração por no mínimo 36 meses nos últimos 60 meses, e não tenha completado 75 anos até a data do desligamento.

Empregados e seus dependentes podem optar pelo Plano de Saúde Família, com mensalidades mais acessíveis e cobertura regional, o que busca reduzir o impacto da saída da empresa no orçamento familiar dos participantes.

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Outras medidas

Além do PDV, o plano de reestruturação prevê o fechamento de mil agências consideradas deficitárias. A infraestrutura da empresa no País conta com mais de 10.350 unidades de atendimento, considerando agências próprias e pontos de parceria, além de 1,1 mil unidades de distribuição e tratamento, responsáveis pelo processamento logístico de cartas e encomendas. Ainda está prevista a venda de imóveis ociosos para gerar novos recursos e reduzir custos de manutenção.

O movimento ocorre em meio a um cenário de crise onde os correios apontaram um déficit estrutural superior a R$ 4 bilhões anuais, patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões e prejuízo acumulado de R$ 6,057 bilhões até setembro de 2025. Os dados consolidados de todo o ano de 2025 ainda não foram divulgados.

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