Cuidado ambiental e emprego são principais itens para boa imagem de empresas
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19/01/2026 | 13h03 ● Atualizado | 13h42
São Paulo, 19/01/2026 - Investir em proteção ambiental passou a ser um critério importante para a imagem de uma empresa e marca. Segundo pesquisa nacional da Nexus, encomendada pelo Sindiplast, 48% dos brasileiros confiam mais em marcas que investem na proteção do meio ambiente. O porcentual empata com a geração de empregos como principal fator de confiabilidade das empresas.
O levantamento, realizado em março, entrevistou 2.009 brasileiros com 16 anos ou mais, em todas as 27 unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos porcentuais.
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A preocupação com a temática ambiental é maior na população de maior renda e escolaridade. Entre os entrevistados com ensino superior, 55% apontam o investimento em proteção ambiental como principal motivo para confiar em uma marca. A fatia cai para 39% entre aqueles com ensino fundamental.
A relação das principais preocupações do consumidor com a renda segue a mesma lógica. Entre os que recebem até um salário mínimo, a preocupação ambiental é de 39%. Já na faixa de renda entre 2 e 5 salários mínimos, a proteção ao meio ambiente lidera, citada por 56%.
O diretor-superintendente do Sindiplast, Paulo Teixeira, avalia que os dados mostram que a sustentabilidade precisa estar no centro do debate sobre o futuro da indústria e caminhar junto com responsabilidade e impacto social.
Reciclagem
A consciência em relação à necessidade de reciclagem e combate ao desperdício também abrande a maioria da população brasileira. Segundo o levantamento, 81% dos entrevistados afirmam evitar o desperdício e a geração de resíduos. Além disso, 75% dizem reciclar resíduos, sendo o plástico o material mais reciclado no País, citado por 90% dos respondentes. O material também é considerado indispensável para as atividades cotidianas por 61% da população.
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Entre os entraves que a pesquisa aponta para a expansão ainda maior de práticas mais sustentáveis está a falta de informação, mencionada por 28% dos entrevistados. Em seguida aparece a escassez de pontos de coleta seletiva (17%) e a falta de tempo ou de hábito (9%).
"A consciência ambiental está em crescimento, mas é preciso avançar. Para que a conscientização seja cada vez mais efetiva, é necessária a união de esforços entre as ações da indústria, as políticas públicas e o engajamento da população em torno da sustentabilidade e da economia circular", afirma Teixeira.
(Por Cristina Canas)
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