FGV: 7 em cada 10 trabalhadores ganham o suficiente para contas essenciais
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Rio - Sete em cada dez trabalhadores, uma fatia de 70,8%, afirmam terem conseguido pagar suas contas essenciais nos últimos três meses com a renda auferida, incluindo gastos como moradia, educação, alimentação e saúde. Os dados são da Sondagem do Mercado de Trabalho de abril, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).
"Os resultados positivos do mercado de trabalho nos últimos meses, resultaram no crescimento da renda dos trabalhadores. A grande maioria da pesquisa diz que vem conseguindo pagar suas contas essenciais", afirmou Rodolpho Tobler, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.
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"Vai ser relevante acompanhar a evolução da inflação ao longo do ano, especialmente com os desdobramentos dos conflitos e da alta do preço do petróleo, que podem impactar na percepção da renda por parte dos trabalhadores", acrescentou o economista.
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Questionados sobre as três despesas que mais impactam no orçamento da família, 72,2% dos entrevistados disseram que a alimentação é a que mais pesa, seguida por aluguel ou financiamento com moradia (mencionada por 46,5% dos respondentes) e contas de serviços públicos (44,9%, incluindo água, eletricidade e outras). As despesas com saúde receberam 35,6% de menções, e as despesas com transportes, 25,7%.
A sondagem mostrou ainda uma elevação na fatia de pessoas muito satisfeitas com o próprio trabalho principal, de 12,7% em março para 13,1% em abril, enquanto a proporção de muito insatisfeitos caiu de 0,6% para 0,5% no período.
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Quanto à avaliação sobre a chance de perder o emprego ou fonte de renda, a fatia que considera essa hipótese muito improvável aumentou de 8,6% em março para 9,9% em abril, e a que considera muito provável encolheu de 1,6% para 1,3%.
(Por Daniela Amorim)
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