Genial/Quaest: 82% dos brasileiros defendem código de ética para o STF
Antonio Augusto/STF
Brasília, 13/02/2026 - Pesquisa do instituto Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira, 12, mostra que 82% dos brasileiros concordam que é preciso haver um código de ética para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Os que rejeitam a ideia são 10%. Há 1% que nem concorda e nem discorda da ideia e 7% não souberam, ou não quiseram responder.
Entre eleitores considerados lulistas, 74% concordam com a ideia de um código de ética e 14% discordam. Os que não quiseram, ou não souberam, responder são 11%, e 1% não tem opinião formada sobre o tema.
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Já entre os bolsonaristas, 86% defendem um código de ética para ministros do Supremo, e 10% discordam. Outros 4% não quiseram, ou não souberam, opinar.
O código de ética é defendido pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, como forma de blindar a Corte de polêmicas e melhorar a avaliação do tribunal perante a sociedade.
Nesta quinta-feira, uma nova crise se instalou no STF com o pedido de suspeição do ministro Dias Toffoli da investigação sobre as fraudes do Banco Master, por parte da Polícia Federal (PF).
A solicitação veio após a PF encontrar menções a Toffoli no celular de Daniel Vorcaro, presidente do banco e personagem central da trama bilionária.
Como reação, Fachin realizou uma reunião fechada com os outros ministros para discutir o pedido de suspeição feito pela PF. Como apurou o Estadão/Broadcast, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende que Toffoli, indicado por ele em 2009, deixe a relatoria do caso ou o próprio STF para não contaminar o Executivo.
Após a reunião, Toffoli deixou a relatoria do inquérito do Banco Master e o ministro André Mendonça foi sorteado como o novo relator do caso.
(Por Gabriel de Sousa)
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