Facebook Viva Youtube Viva Instagram Viva Linkedin Viva

Gilmar derruba decisão do Rio e manda prender mãe de Henry Borel

Fernando Frazão/Agência Brasil

Monique Medeiros tinha sido solta por tempo prolongado de prisão - Fernando Frazão/Agência Brasil
Monique Medeiros tinha sido solta por tempo prolongado de prisão
Por Estadão Conteúdo

17/04/2026 | 19h39

São Paulo - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinou nesta sexta-feira, 17, uma nova prisão de Monique Medeiros, após o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) revogar a prisão preventiva da mãe do menino Henry Borel no último mês.

Segundo o ministro, a soltura determinada pela Justiça do Rio sob o argumento de excesso de prazo contrariou o entendimento da Corte. Ele afirmou que a revogação da prisão "configura nítido esvaziamento da eficácia" das decisões do Supremo que haviam restabelecido a prisão preventiva.

Na decisão, Gilmar Mendes destacou que a necessidade da prisão preventiva já havia sido reconhecida em julgamentos anteriores, com base na gravidade dos fatos e em indícios de coação de testemunhas, o que justificaria a medida para garantir a ordem pública e o andamento da instrução criminal.

"Enquanto cumpria prisão domiciliar, a acusada teria coagido importante testemunha (a babá da vítima), de modo a prejudicar a elucidação dos fatos", destacou o ministro.

Leia também: Julgamento de caso Henry Borel é adiado; Justiça mantém prisão de Jairinho

Por que Monique foi solta?

A juíza Elizabeth Machado Louro, do TJ-RJ, determinou a soltura de Monique Medeiros em março. A magistrada concedeu liberdade provisória da ré sob a alegação de que a prisão "manifesta-se ilegal diante do despropositado prazo da prisão". O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) recorreu da decisão da juíza Elisabeth Louro, do II Tribunal do Júri da Capital.

O ministro do STF afastou ainda a tese de excesso de prazo, apontando que o adiamento do julgamento ocorreu por fatores atribuídos à própria defesa, como o abandono do plenário por advogado de corréu, o que, segundo ele, não caracteriza constrangimento ilegal.

Durante o julgamento no último mês, os advogados de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, decidiram abandonar o plenário TJ-RJ para forçar a suspensão do julgamento. Jairinho é acusado de homicídio triplamente qualificado e tortura, enquanto Monique responde por homicídio qualificado por omissão. Ambos também são acusados de coação no curso do processo e fraude processual.

Henry morreu na madrugada de 8 de março de 2021, aos 4 anos, no apartamento onde morava com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca, na zona sudoeste do Rio de Janeiro. Ele chegou a ser levado a um hospital, mas já estava sem vida.

Leia também: Violência na primeira infância cresce no Brasil e expõe omissão da sociedade

Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.

Gostou? Compartilhe

Últimas Notícias