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Líderes europeus reagem a imposição de tarifas por Trump em meio à disputa pela Groenlândia

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O presidente dos EUA ainda acrescentou que, se nenhuma resolução for alcançada até junho de 2026, as tarifas irão para 25%. - Envato
O presidente dos EUA ainda acrescentou que, se nenhuma resolução for alcançada até junho de 2026, as tarifas irão para 25%.
Por Broadcast

18/01/2026 | 11h56

Berlim, 18/01/2026 - Líderes europeus seguem repercutindo o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que oito países enfrentarão tarifas de 10% por se oporem ao controle americano da Groenlândia, feito neste sábado.
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que a China e a Rússia se beneficiarão das divisões entre os EUA e a Europa. Ela acrescentou em uma publicação nas redes sociais: "Se a segurança da Groenlândia estiver em risco, podemos resolver isso dentro da OTAN. As tarifas correm o risco de empobrecer a Europa e os EUA, e prejudicar nossa prosperidade compartilhada."

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 O anúncio das tarifas gerou reações negativas até mesmo dos aliados populistas de Trump na Europa. A primeira-ministra italiana de direita, Giorgia Meloni, considerada uma das aliadas mais próximas do presidente norte-americano no continente, disse, hoje, que havia conversado com ele sobre as tarifas, que ela descreveu como "um erro".
 O envio de um pequeno número de tropas para a Groenlândia por alguns países europeus foi mal interpretado por Washington, disse Meloni a jornalistas durante uma visita de dois dias à Coreia do Sul. Ela afirmou que o envio não foi uma ação contra os EUA, mas sim uma medida para garantir a segurança contra "outros atores" que ela não nomeou.
Jordan Bardella, presidente do partido de extrema-direita Reunião Nacional de Marine Le Pen na França e também membro do Parlamento Europeu, publicou uma mensagem afirmando que a UE deveria suspender o acordo tarifário do ano passado com os EUA, descrevendo as ameaças de Trump como "chantagem comercial".

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O primeiro-ministro britânico Keir Starmer, líder do Partido Trabalhista de centro-esquerda, afirmou que o anúncio das tarifas estava "completamente errado" e que seu governo "trataria do assunto diretamente com o governo dos EUA".
 Os principais partidos políticos britânicos - incluindo o partido de extrema-direita Reform UK - também se manifestaram contra as ameaças das tarifas. “Nem sempre concordamos com o governo dos EUA e, neste caso, certamente não concordamos. Essas tarifas nos prejudicarão”, escreveu Nigel Farage, líder do Reform UK e aliado de longa data de Trump, nas redes sociais.
A medida de Trump também foi criticada internamente. O senador americano Mark Kelly, ex-piloto da Marinha dos EUA e democrata que representa o Arizona, escreveu, em uma postagem, que as tarifas ameaçadas por Trump contra os aliados dos EUA fariam com que os americanos "pagassem mais para tentar obter território de que não precisamos".
 "Tropas de países europeus estão chegando à Groenlândia para defender o território de nós. Pensem nisso", disse Kelly. "O dano que este presidente está causando à nossa reputação e às nossas relações está aumentando, tornando-nos menos seguros. Se nada mudar, ficaremos por nossa conta, com adversários e inimigos em todas as direções."
 (Fonte: Associated Press)

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