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Lula anuncia Teresa Leitão como nova líder do governo no Senado

Waldemir Barreto/Agência Senado

Teresa Leitão está em seu primeiro mandato como senadora - Waldemir Barreto/Agência Senado
Teresa Leitão está em seu primeiro mandato como senadora
Por Broadcast

25/06/2026 | 11h42

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira, 25, que a senadora Teresa Leitão (PT-PE) será a líder do governo no Senado a partir de agora. O anúncio foi feito em uma curta publicação no X.

“Designei a senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado com a missão de articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população brasileira que estão em tramitação, como o fim da escala 6 por 1 e a PEC da Segurança, entre outros”, disse o presidente.

Teresa Leitão está em seu primeiro mandato como senadora. Foi eleita em 2022, após 20 anos como deputada estadual em Pernambuco.

A indicação da senadora como nova líder do governo acontece após o senador Jaques Wagner (PT-BA) ter deixado o cargo na quarta-feira, 24, após o desgaste provocado pela operação da Polícia Federal da qual foi alvo no dia 18 deste mês.

Entenda o caso

Wagner anunciou a saída da liderança do governo no Senado após uma reunião com Lula no Palácio da Alvorada, em Brasília. O anúncio foi feito pelo senador por meio de nota publicada no X.

Ele disse que irá priorizar a sua defesa sobre os indícios apontados pela PF. Acrescentou que a conversa com Lula foi "entre amigos" e que os dois encontraram um comum acordo.

"Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado", declarou Jaques no X.

Na semana passada, o senador foi alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, que apura os vínculos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a suposta participação do petista no esquema.

A PF suspeita que Wagner tenha recebido um imóvel de R$ 2,5 milhões e pagamentos de propina que totalizaram R$ 3,5 milhões por meio de uma empresa ligada a um de seus familiares.

Em nota, Wagner nega que tenha atuado em favor do Banco Master ou qualquer outra instituição financeira em seu mandato parlamentar. Sobre o imóvel citado pela PF, o senador declarou que ele não integra o patrimônio do líder do governo.

(Por Gabriel Hirabahasi)

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