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Lula diz em entrevista que relação com Trump pode evitar novas tarifas

Ricardo Stuckert/PR

“Se eu consegui fazer o Trump rir, posso conseguir outras coisas também”, disse Lula ao jornal - Ricardo Stuckert/PR
“Se eu consegui fazer o Trump rir, posso conseguir outras coisas também”, disse Lula ao jornal
Por Broadcast

17/05/2026 | 11h30 ● Atualizado | 11h30

São Paulo - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista ao The Washington Post, que sua relação pessoal com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderia ajudar a atrair investimento americano ao País, evitar mais tarifas e sanções, e garantir respeito à democracia brasileira.

“Se eu consegui fazer o Trump rir, posso conseguir outras coisas também”, disse Lula ao jornal. “Não dá para simplesmente desistir”, completou.

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Na entrevista, Lula discorreu sobre o conflito entre Estados Unidos e Irã, e reafirmou a postura contra a guerra. “Trump sabe que sou contra a guerra com o Irã, discordo da intervenção dele na Venezuela e condeno o genocídio que está acontecendo na Palestina”, disse.

No entanto, o presidente brasileiro ponderou que as divergências políticas com o americano não interferem na relação com ele como chefe de Estado. “O que eu quero é que ele trate o Brasil com respeito, entendendo que eu sou o presidente democraticamente eleito aqui.”

Lula afirmou que entregou a Trump uma cópia do acordo nuclear de 2010 que Brasil e Turquia negociaram com o Irã, documento que foi rejeitado pelos Estados Unidos e pela União Europeia. Trump disse que leria o documento, segundo Lula, e o brasileiro se ofereceu para ajudar a facilitar o diálogo, mas eles não discutiram passos adicionais.

A intenção de Lula, segundo a entrevista, era mostrar a Trump que “não é verdade que o Irã esteja novamente tentando construir uma bomba atômica”.

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O presidente brasileiro ainda disse que não está tentando criar uma divisão entre Trump e Bolsonaro, mas vê o estreitamento das relações com o republicano como uma espécie de força para neutralizar avaliações da família Bolsonaro sobre o País no exterior.

A entrevista lembra que Eduardo Bolsonaro, segundo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, mudou-se para os Estados Unidos no ano passado para convencer Trump de que seu pai estava sendo perseguido.

“Eu nunca pediria ao Trump para não gostar do Bolsonaro. Isso é problema dele”, disse Lula. “Eu não preciso fazer esforço nenhum para ele saber que sou melhor que Bolsonaro. Ele já sabe disso.”

(Por Gabriela Jucá)

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