Ministro Marco Buzzi é alvo de sindicância no STJ por acusação de assédio sexual
Divulgação/STJ
05/02/2026 | 11h07
São Paulo, 05/02/2026 - O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Aurélio Buzzi, 68 anos, foi denunciado por assédio sexual contra uma jovem de 18 anos e a Corte instaurou uma sindicância interna para apurar a denúncia. A decisão foi tomada em sessão extraordinária pelo Pleno do STJ com unanimidade dos ministros presentes.
A investigação foi confirmada pelo tribunal na noite desta quarta-feira, 4. Uma comissão de investigação foi formada com os ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antonio Carlos Ferreira para conduzir a apuração dos fatos.
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Por meio da assessoria do STJ, Marco Buzzi negou as acusações.“O ministro informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”, diz a nota.
Além da sindicância no STJ, o caso é acompanhado no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF) por conta do foro privilegiado do ministro. Também há apuração no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com caráter administrativo. O CNJ afirmou que o processo corre em sigilo para a vítima ter a identidade protegida.
Marco Aurélio Buzzi é ministro do STJ desde 2011, indicado pela então presidente Dilma Rousseff. Antes disso, também ingressou na magistratura em 1982 e foi desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina a partir de 2002. No STJ, integra a 4ª Turma e preside a Comissão de Coordenação.
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Entenda a acusação e próximos passos
Segundo reportagem do jornal Estadão, a jovem que relata ter sido importunada era amiga da família e estava na casa de praia de Buzzi em Balneário Camboriú, Santa Catarina, durante o recesso.
Ainda segundo o relato, o episódio aconteceu em 9 de janeiro enquanto ela estava no mar, momento em que o ministro teria tentado agarrá-la contra a vontade dela. A vítima, acompanhada pelos pais, fez um boletim de ocorrência na Polícia Civil de São Paulo.
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A comissão que investiga Buzzi no STJ deve concluir o relatório da sindicância após ouvir testemunhas e analisar provas. Com base nesses elementos, o tribunal poderá recomendar medidas disciplinares ou encaminhar fatos ao Ministério Público.
As investigações no STF e no CNJ prosseguem simultaneamente, com cada uma seguindo seus próprios procedimentos e prazos.
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