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Alerta: não há autoinjetor de adrenalina oficial no Brasil, diz entidade

Ascom/Anvisa

A Anvisa determinou a apreensão e a Asbai diz que medicamentos sem aprovação podem representar riscos graves - Ascom/Anvisa
A Anvisa determinou a apreensão e a Asbai diz que medicamentos sem aprovação podem representar riscos graves
Por Estadão Conteúdo

08/04/2026 | 19h25

São Paulo - A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) emitiu um alerta reforçando que não existe nenhum dispositivo de adrenalina autoinjetável no Brasil aprovado pela .

A publicação ocorre após a agência determinar a apreensão do autoinjetor de adrenalina Epipen, importado pela Farmácia Pague Menos, por não ter registro no órgão. "Medicamentos clandestinos não têm garantia de composição, origem, eficácia e segurança", diz a Anvisa, em comunicado.

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Em nota, a Pague Menos afirma que tomou ciência da determinação da agência, mas nega importar e comercializar o produto. "A rede reafirma estar em conformidade com as orientações das autoridades sanitárias e à disposição para quaisquer esclarecimentos."

Riscos

A Asbai destaca que "medicamentos sem aprovação podem representar riscos graves, incluindo produtos falsificados, soluções com dosagem inadequada, dispositivos com falhas mecânicas e substâncias contaminadas".

"O uso desses materiais pode levar a reações adversas graves, ineficácia no momento da emergência e, em situações extremas, risco de óbito", acrescenta.

A anafilaxia, quadro para o qual a adrenalina é indicada, é considerada a reação alérgica mais grave que existe. Ela pode ser fatal quando não identificada e tratada rapidamente.

"A condição é uma resposta alérgica sistêmica que pode levar o paciente a óbito, se não houver intervenção a tempo. Medicamentos alimentos, ferroadas de insetos e látex estão entre as principais causas da anafilaxia", destaca a associação.

Pacientes com risco de anafilaxia devem, conforme recomendado pela Asbai, seguir rigorosamente o plano de emergência elaborado pelo médico alergista-imunologista responsável pelo seu acompanhamento e, quando necessário, buscar orientações junto ao profissional sobre os trâmites legais para a importação do medicamento.

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