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Polícia mira quadrilha especializada em golpes bancários contra idosos

Polícia mira quadrilha especializada em golpes bancários contra idosos; esquema, contava com estrutura tecnológica sofisticada para enganar as vítimas

Marcel Naves

Por Marcel Naves

08/04/2026 | 18h18

Divulgação/SSP

Operação da Polícia Civil mira quadrilha especializada no golpe da falsa central telefônica - Divulgação/SSP
Operação da Polícia Civil mira quadrilha especializada no golpe da falsa central telefônica
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São Paulo -  Criminosos que utilizavam um roteiro bem ensaiado para aplicar golpes em pessoas idosas  são alvos  da chamada Operação Bancária, deflagrada nesta quarta-feira pela polícia civil de São Paulo. 

As investigações identificaram ao menos cinco operadores diretamente ligados ao esquema, que contava com uma estrutura tecnológica sofisticada para enganar as vítimas. Os criminosos empregavam um sistema automatizado de chamadas capaz de simular centrais telefônicas de bancos.

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Coordenada pela 2ª Delegacia da Divisão de Investigações Gerais (DIG), responsável por apurar crimes de fraudes financeiras e econômicas, a ação cumpre cinco mandados de prisão temporária e outros sete de busca e apreensão contra integrantes da quadrilha. Até o momento, três suspeitos foram presos, e as diligências continuam para localizar os demais envolvidos.

Como funcionava o golpe

A partir de dados cadastrais obtidos de forma ilícita, os envolvidos entravam em contato com as vítimas se passando por funcionários de instituições financeiras. Durante a ligação, orientavam a pessoa a desligar e retornar a chamada para o número impresso no cartão bancário, o que aumentava a credibilidade da abordagem.

Segundo a polícia, mesmo após a vítima encerrar a ligação, a linha telefônica permanecia retida pelo sistema dos golpistas. Assim, ao tentar fazer a ligação, a pessoa continuava falando com integrantes da quadrilha, sem perceber que se tratava de um golpe.

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Na sequência, um outro suspeito assumia o contato, se passando por um funcionário do banco e conseguia obter informações sensíveis, incluindo senhas bancárias.

Para finalizar o golpe, um falso motoboy era enviado ao endereço da vítima para recolher o cartão, sob a justificativa de que ele passaria por perícia e que eventuais valores seriam estornados.

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De posse dos cartões e dados, os criminosos realizavam transações financeiras e transferências via Pix, causando prejuízos às vítimas.

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