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PF investiga possível fraude de R$ 112 milhões na Previdência de Cajamar

Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 13, a Operação Off-Balance - Divulgação/Polícia Federal
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 13, a Operação Off-Balance
Por Alexandre Barreto

13/05/2026 | 09h56 ● Atualizado | 09h56

São Paulo - A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 13, a Operação Off-Balance, para investigar suspeitas de gestão temerária de recursos do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores de Cajamar, na Grande São Paulo. A apuração envolve aplicações financeiras de alto risco que somam cerca de R$ 112 milhões.

“A investigação originou-se a partir de informação que apontava possíveis irregularidades na aplicação de, aproximadamente, R$ 107 milhões em quatro letras financeiras emitidas por dois bancos privados”, destacou a PF.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, as movimentações ocorreram entre agosto de 2023 e março de 2024. Desse total, R$ 87 milhões estariam vinculados ao Banco Master e R$ 20 milhões ao Banco Daycoval.

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Policiais federais cumprem seis mandados de busca e apreensão em Cajamar, Boituva e na capital paulista. A Justiça Federal também determinou medidas cautelares de afastamento de função pública e indisponibilidade de bens. As decisões foram expedidas pela 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

A PF aponta possíveis falhas na governança do instituto, ausência de análise técnica adequada e deficiência na avaliação de riscos. Também há suspeita de direcionamento das aplicações financeiras.

Os principais alvos da operação são integrantes da cúpula do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar. Entre os investigados estão o ex-diretor-executivo Luiz Henrique Miranda Teixeira, o presidente do Comitê de Investimentos Marcelo Ribas de Oliveira, o diretor administrativo e financeiro Milton Marques Dias e o membro do comitê Rafael Petroziello.

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De acordo com a PF, os investimentos ocorreram durante a gestão do então prefeito Danilo Joan (PP). A investigação segue em andamento para apurar responsabilidades e possível uso irregular de recursos públicos previdenciários.

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