STF encerra 1º dia do julgamento de Bolsonaro e mais 7 réus; sessão segue amanhã
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Por Por Pepita Ortega, Lavínia Kaucz e Gabriel Hirabahasi, da Broadcast
redacao@viva.com.brBrasília, 02/09/2025 - A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a segunda sessão de julgamento da ação penal da tentativa de golpe de Estado pouco antes das 18h desta terça-feira, 2, com a pendência de três sustentações orais de advogados de réus do processo.
O julgamento será retomado às 9h desta quarta-feira, 3, com maior expectativa para a manifestação da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, capitaneada pelos advogados Celso Vilardi e Paulo Amador Bueno. Com isso, o voto do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, só deve ser proferido na próxima semana.
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Quem está sendo julgado:
- Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
- General Braga Netto, vice na chapa de Bolsonaro;
- General Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
- Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
- Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
- Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
- General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
Veja algumas defesas feitas neste primeiro dia:
Anderson Torres
Neste primeiro dia, o advogado Eumar Novacki, que representa o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, disse que o ex-ministro sempre se colocou à disposição "em busca da verdade" e criticou a Polícia Federal e o Ministério Público por não estarem "interessados" na verdade no caso envolvendo a trama golpista.
Garnier
"A proposta do procurador-geral da República é injurídica, não existe e acarretará inúmeros problemas para o STF se ela for aceita. Por um motivo muito simples: hoje, ou se homologa e aceita a delação, e ela foi homologada, ou ela é rescindida. Nós não estamos pedindo a nulidade, estamos pedindo a rescisão", declarou.
Segundo Demóstenes, se a delação de Cid for rescindida, as "provas não se mantêm". O advogado de Garnier afirmou ainda que o pedido de mitigação de perda de benefícios da delação de Cid por causa dos problemas ao longo do processo "não pode ser acolhido".
"É possível convalidar essa delação? Ou ela tem de ser rescindida? Se ela for rescindida, e hoje eu vi uma ginástica feita pelo PGR para tentar dizer que se ela for rescindida os fatos permanecem hígidos. Hígidos para quem? Só se for para a acusação. A proposta feita por ele é de mitigação do acordo, em vez de se cumprir tudo aquilo que estava pactuado", declarou. "Isso implica o desmonte total da ação penal? Não", completou.
Ramagem
Cid
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