Tarcísio envia projeto para evitar demissões e acabar com greve da CPTM
Willian Moreira/Ato Press/Estadão Conteúdo
São Paulo - O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou nesta quarta-feira, 5, que enviará à Assembleia Legislativa (Alesp) um projeto para garantir o aproveitamento dos trabalhadores das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, concedidas à Trivia Trens. A medida tenta encerrar a greve dos ferroviários, que chegou ao segundo dia.
Segundo Tarcísio, o texto autorizará a absorção, cessão, empréstimo ou realocação dos empregados em órgãos e empresas estaduais. A proposta será apresentada nesta tarde em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
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Nós estamos mandando um projeto de lei em que a gente garante a absorção, a cessão, o empréstimo e o aproveitamento de todos os trabalhadores", afirmou Tarcísio.
O governador disse esperar a retomada da operação antes do horário de pico desta quarta-feira.
Uma ata de reunião realizada na segunda-feira, 3, mostra que a Casa Civil, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos e a CPTM haviam se comprometido a "avaliar alternativas" para a manutenção ou realocação dos empregados eventualmente afetados pela concessão.
Os sindicalistas também defenderam o PL nº 730/2025, já em tramitação na Alesp, que trata da absorção dos ferroviários pelo Estado.
Tarcísio afirmou que nenhum trabalhador foi dispensado e citou transferências para a Artesp, o Metrô e a Linha 10-Turquesa da CPTM. "Quem foi demitido? Ninguém", disse.
Privatização não será revista
O governador classificou como "desarrazoadas" as reivindicações dos grevistas e descartou a reestatização das linhas. "Isso está fora de questão. Não vamos reestatizar", declarou. Segundo ele, a concessão permitirá investimentos de R$ 14 bilhões na modernização do sistema. Ele também se referiu aos grevistas como "extremistas" e "grupos de esquerda".
As declarações foram dadas em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes após Tarcísio e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), se reunirem com o ministro das Relações Exteriores do Chile, Francisco Mackenna.
(Por Geovani Bucci)
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