Trump anuncia apreensão de navio iraniano; Irã promete resposta rápida
Divulgação/whitehouse.gov
São Paulo - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em sua rede social que o país apreendeu um navio cargueiro com bandeira iraniana que tentava atravessar um bloqueio naval. “Temos a custódia total do navio e estamos verificando o que está a bordo”, afirmou na Truth Social. Foi a primeira interceptação desse tipo desde o início do bloqueio aos portos iranianos, na semana passada.
Na postagem, Trump afirmou que mísseis da Marinha americana interceptaram o navio iraniano, chamado Touska.
A tripulação iraniana se recusou a ouvir, então nosso navio da Marinha os parou no meio do caminho ao abrir um buraco na sala de máquinas”, escreveu.
Agora, o presidente norte-americano alega que os fuzileiros navais dos EUA estão com a custódia da embarcação e que o Touska “está sob sanções do Tesouro dos EUA devido ao seu histórico anterior de atividades ilegais”.
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Violação de cessar-fogo
Em resposta, as Forças Armadas do Irã prometeram uma “resposta rápida” à apreensão de uma embarcação de bandeira iraniana no Golfo de Omã — descrita por Trump como navio cargueiro e, segundo a mídia estatal iraniana, como navio-tanque. O quartel-general militar disse que o ataque e a subsequente abordagem do navio pelas forças americanas constituem uma “violação do cessar-fogo” e denunciou o ato como “pirataria”.
A notícia colocou em dúvida o anúncio feito mais cedo por Trump de que negociadores dos EUA iriam ao Paquistão nesta segunda-feira, 20, para mais uma rodada de conversas com o Irã. A Casa Branca informou que o vice-presidente J.D. Vance, que liderou a primeira rodada de negociações presenciais históricas ao longo de 21 horas no último fim de semana, chefiará a delegação dos EUA, juntamente com os enviados Steve Witkoff e Jared Kushner.
O Paquistão não confirmou este encontro, mas as autoridades começaram a reforçar a segurança em Islamabad.
O Irã rejeitou participar, segundo a agência estatal IRNA, em razão de “exigências excessivas” de Washington, citando expectativas irrealistas, constantes mudanças de posição, repetidas contradições e o bloqueio naval em curso.
Mais cedo, os dois países se acusaram mutuamente de rompimento do cessar-fogo acordado na sexta-feira.
(Por Mariana Ribas e Amélia Alves)
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