Trump diz que EUA eliminaram forças aéreas e marítimas do Irã
Divulgação/whitehouse.gov
São Paulo, 05/03/2026 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as forças aéreas e marítimas do Irã foram neutralizadas devido aos contínuos ataques realizados por forças americanas e israelenses.
“Estamos destruindo as capacidades de mísseis e drones do Irã a cada hora”, disse o presidente na Casa Branca, após afirmar que as baterias de defesa aérea e mais de 21 navios iranianos foram destruídos.
Ele pediu para que as lideranças religiosas e militares iranianas se rendessem, alegando que contatos de Teerã para uma negociação chegaram "um pouco tarde demais".
Paralelamente, o Irã lançou uma nova série de ataques contra países do Golfo Pérsico, acirrando ainda mais a escalada do conflito. O Catar informou a interceptação de 13 dos 14 mísseis e todos os drones lançados pelo Irã, enquanto Emirados Árabes Unidos relataram fortes estrondos devido às interceptações de mísseis. No Bahrein, um incêndio resultante dos ataques foi controlado sem grandes danos.
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Cessar-fogo
Apesar da declaração de Trump sobre negociações, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, negou que tenha solicitado um cessar-fogo ao afirmar que Teerã não viu motivo para negociar com Washington. O Irã também negou qualquer atividade hostil em direção ao Azerbaijão, em resposta às explosões na região de Nakhchivan, e acusou Israel de tentar prejudicar as boas relações de Teerã com seus vizinhos.
Segundo o ministro, o Irã não pretende, por ora, fechar o Estreito de Ormuz - uma das principais rotas globais de transporte de petróleo -, mas não descartou mudanças no cenário.
Além disso, a missão iraniana na ONU condenou o ataque dos EUA a uma fragata iraniana em águas internacionais, resultando em mais de 100 mortes. A ação foi descrita como um "ataque imprudente" que compromete a liberdade de navegação.
Diante desse quadro de conflitos, os Estados Unidos decidiram fechar temporariamente sua embaixada no Kuwait. Acordos e processos diplomáticos estão cada vez mais dificultados, especialmente com a recomendação do Departamento de Estado para que cidadãos americanos reconsiderem viagens ao Kuwait e tomem medidas de segurança conforme necessário.
No cenário atual, a guerra já resultou em mais de 1,2 mil mortes no Irã, além de vítimas em Israel, Líbano e entre militares americanos.
(Por Pedro Lima, Darlan de Azevedo e Matheus Andrade, especial para o Broadcast)
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