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Trump diz que EUA eliminaram forças aéreas e marítimas do Irã

Divulgação/whitehouse.gov

Presidente pediu à Guarda Revolucionária do Irã que desista de continuar com o conflito e se renda - Divulgação/whitehouse.gov
Presidente pediu à Guarda Revolucionária do Irã que desista de continuar com o conflito e se renda
Por Broadcast

05/03/2026 | 19h59

São Paulo, 05/03/2026 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as forças aéreas e marítimas do Irã foram neutralizadas devido aos contínuos ataques realizados por forças americanas e israelenses.

“Estamos destruindo as capacidades de mísseis e drones do Irã a cada hora”, disse o presidente na Casa Branca, após afirmar que as baterias de defesa aérea e mais de 21 navios iranianos foram destruídos.

Ele pediu para que as lideranças religiosas e militares iranianas se rendessem, alegando que contatos de Teerã para uma negociação chegaram "um pouco tarde demais".

Paralelamente, o Irã lançou uma nova série de ataques contra países do Golfo Pérsico, acirrando ainda mais a escalada do conflito. O Catar informou a interceptação de 13 dos 14 mísseis e todos os drones lançados pelo Irã, enquanto Emirados Árabes Unidos relataram fortes estrondos devido às interceptações de mísseis. No Bahrein, um incêndio resultante dos ataques foi controlado sem grandes danos.

Leia também: Irã lança novos ataques contra Israel e bases dos EUA no 6º dia da guerra

Cessar-fogo

Apesar da declaração de Trump sobre negociações, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, negou que tenha solicitado um cessar-fogo ao afirmar que Teerã não viu motivo para negociar com Washington. O Irã também negou qualquer atividade hostil em direção ao Azerbaijão, em resposta às explosões na região de Nakhchivan, e acusou Israel de tentar prejudicar as boas relações de Teerã com seus vizinhos.

Segundo o ministro, o Irã não pretende, por ora, fechar o Estreito de Ormuz - uma das principais rotas globais de transporte de petróleo -, mas não descartou mudanças no cenário.

Além disso, a missão iraniana na ONU condenou o ataque dos EUA a uma fragata iraniana em águas internacionais, resultando em mais de 100 mortes. A ação foi descrita como um "ataque imprudente" que compromete a liberdade de navegação.

Diante desse quadro de conflitos, os Estados Unidos decidiram fechar temporariamente sua embaixada no Kuwait. Acordos e processos diplomáticos estão cada vez mais dificultados, especialmente com a recomendação do Departamento de Estado para que cidadãos americanos reconsiderem viagens ao Kuwait e tomem medidas de segurança conforme necessário.

No cenário atual, a guerra já resultou em mais de 1,2 mil mortes no Irã, além de vítimas em Israel, Líbano e entre militares americanos.

(Por Pedro Lima, Darlan de Azevedo e Matheus Andrade, especial para o Broadcast)

Leia também: Casa Branca vê Irã 'esmagado' e prevê domínio aéreo em breve

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