Vice-presidente da Venezuela exige liberação imediata de Maduro
Reprodução TeleSur
Por Fabiana Holtz e Equipe da Broadcast
redacao@viva.com.brSão Paulo, 03/01/2026 - Em vídeo divulgado nesta tarde pela mídia local, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, exigiu a imediata libertação do presidente Nicolás Maduro. Ela afirmou anida ter que convocou o Conselho de Defesa da Nação, do qual participam os poderes públicos da Venezuela.
No vídeo, ela declara já ter advertido que uma agressão com falsos pretextos estava em curso. Para ela, o ataque à Venezuela só teve um objetivo, que era "trocar o poder na Venezuela e também capturar os nossos recursos energéticos e recursos minerais e naturais", disse.
Rodríguez conclui a fala dizendo que "o único presidente da Venezuela é o presidente Nicolás Maduro".
Em seu pronunciamento, Rodríguez destacou ainda que as pessoas foram às ruas após o recente apelo de Maduro.
A ministra convocou uma reunião do Conselho de Defesa Nacional, em um comunicado no qual estava acompanhada de seu irmão, Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional.
Também estiveram presente ao encontro, segundo o diário local El Nacional, Diosdado Cabello, Ministro do Interior, e Vladimir Padrino López, Ministro da Defesa.
Ataque e captura de Maduro
Mais cedo, em coletiva de imprensa o presidente norte-americano Donald Trump declarou, após a confirmação do ataque contra a Venezuela, que as forças de segurança dos EUA vão permanecer "até transição segura, adequada e criteriosa".
Trump afirmou ainda que a operação serve de alerta para qualquer um que ameace a soberania dos Estados Unidos e que a intervenção reafirma o poder americano. "Reafirmamos poder americano no hemisfério ocidental. Ele jamais será questionado novamente".
Reação internacional
Em comunicado, o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, disse estar "profundamente alarmado" com a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela. Segundo Guterres, a escalada da tensão na Venezuela traz "potenciais implicações preocupantes para a região".
Independentemente da situação na Venezuela, tais acontecimentos constituem um precedente perigoso, afirmou Guterres em comunicado.
Guterres também enfatizou a importância de que todos os países cumpram plenamente o direito internacional, incluindo a Carta da ONU, e manifestou preocupação pelo fato de essas normas não terem sido respeitadas.
Do México, a presidente Claudia Sheinbaum, condenou o que chamou de "intervenção militar" e defendeu o respeito aos princípios do direito internacional, citando a carta das Nações Unidas.
O presidente do Chile, Gabriel Boric, condenou pela rede social X o ataque e pediu uma saída pacífica para o conflito. Ele defendeu que a crise entre os países deve ser resolvida com diálogo e apoio do multilateralismo, “e não através da violência ou da interferência estrangeiro".
O governo da Guiana, por sua vez, informou que monitora a situação na Venezuela desde a manhã, enquanto mobilizou suas forças de segurança.
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