Caiado pede votos dos idosos, mas não detalha proposta para Previdência
Reprodução TV Globo
São Paulo - O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, encerrou sua participação na sabatina do Jornal Nacional na noite desta terça-feira, 25, pedindo voto aos idosos.
Os que passaram de 60 anos, por favor, vão à urna. Ajudem o Caiado a chegar na Presidência, porque vocês sabem o que está aí, vocês já viram o que eles fizeram cinco mandatos”, declarou.
Minutos antes, quando perguntado pelos apresentadores sobre sua proposta para a questão da Previdência diante do crescente envelhecimento da população brasileira, desconversou. "Nós não estamos aqui numa mesa examinadora", afirmou, justificando que não teria condições ali de dar os detalhes sobre o tema.
Leia também
"Perdemos o bônus demográfico. O que aconteceu com o Brasil que envelheceu", questionou, e foi citando doenças em decorrência do envelhecimento e o aumento dos custos dos procedimentos médicos no Sistema Único de Saúde (SUS).
Em seguida, informou que vai chamar "as melhores cabeças do Brasil" para perguntar qual é a sustentabilidade do sistema de Previdência, e então citou conquistas de sua época como governador de Goiás.
Antes, na entrevista, fez um apelo ao Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar o sigilo de processos ligados a fraudes nos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ao Banco Master e à Operação Carbono Oculto.
“Eu queria fazer uma solicitação ao Supremo Tribunal Federal. Nós estamos numa eleição em que nós não podemos, amanhã, ser surpreendidos. Eu pediria que eles refletissem bem e abrissem o sigilo do INSS, do caso Master e, junto a ele, também, toda essa parte do Carbono Oculto, para que nós não fôssemos, amanhã, enganados”, declarou Caiado. “Pessoas envolvidas em graves crimes e que amanhã pudessem ser eleitas.”
"Nem examinei o doente"
O candidato disse que ainda não examinou o “doente”, em referência às despesas a serem cortadas das contas públicas. Caiado chamou o arcabouço fiscal de “farsa” e voltou a defender um limite de despesas de 50% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), mas afirmou que não mexerá na política de valorização do salário mínimo, tampouco nos pisos constitucionais da saúde e da educação.
“O meu ajuste fiscal também será uma emenda constitucional, que eu encaminharei também no primeiro dia do meu governo, onde eu vou dizer: as despesas do governo federal serão limitadas, lógico, corrigir a inflação e atingir o máximo de 50% do PIB”, disse.
Questionado sobre quais despesas cortaria, respondeu: “Veja bem, nós estamos discutindo um assunto macro. Eu digo para você o seguinte: um paciente foi atropelado por um ônibus. Quais são os pontos que você vai priorizar? Poxa, Caiado, eu nem examinei o doente. Calma. Poxa, calma”.
Ainda na área de economia, Caiado chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “agiota”, ao se referir ao programa Desenrola Brasil e ao endividamento do brasileiro. “Quando ele fala no Desenrola, ele é que te enrolou. O Lula é que te enrolou. O Lula passou a ser o grande agiota no Brasil”, declarou. Caiado criticou o patamar alto dos juros e afirmou que o governo estimula o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para “pagar o agiota”.
Anistia de Bolsonaro
Ronaldo Caiado, voltou a afirmar que vai encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de anistia geral, ampla e irrestrita, com inclusão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Jamais transigi das regras da democracia. Nunca contestei os resultados”, declarou. “Precisamos acabar com a polarização e pacificar o País”, disse Caiado, ao justificar a anistia aos condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Na ocasião, ele também afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) “anistiou” o presidente Lula, que voltou a disputar eleições em 2022.
(Com Vitor Ohana)
Comentários
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.