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Homens de 35 anos são maioria entre pacientes que buscam transplante capilar

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Parecer mais jovem, recuperar a autoestima e a confiança estão entre os principais motivos da procura por transplante capilar - Adobe Stock
Parecer mais jovem, recuperar a autoestima e a confiança estão entre os principais motivos da procura por transplante capilar
Por Bianca Bibiano

26/08/2026 | 08h03

São Paulo - Os homens estão procurando tratamento para a calvície mais cedo. Essa tendência se acentuou após a pandemia e acompanha uma preocupação maior com aparência, autoestima e imagem, especialmente entre homens que estão mais expostos nas redes sociais.

Um levantamento com cerca de 15 mil pacientes de transplante capilar no Brasil mostra que a faixa etária mais frequente entre quem realiza esse tipo de tratamento é de 35 anos. A análise considera pessoas entre 28 e 55 anos, sendo 90% dos atendidos do sexo masculino

De acordo com a clínica do especialista Vlassios Marangos, responsável pelo levantamento, houve uma mudança no comportamento dos pacientes ao longo dos anos.

Hoje, o homem não espera necessariamente que a calvície avance para começar a buscar uma solução. Existe uma preocupação maior em preservar a imagem e a autoestima, e isso faz com que a procura aconteça mais cedo".

Perfil dos pacientes de transplante capilar

O perfil dos pacientes também revela uma relação entre cabelo e vida profissional. Empresários aparecem com frequência entre os atendidos, e a clínica também nota aumento da procura por parte executivos, médicos e influenciadores.

Apesar do aumento da procura entre homens mais jovens, a idade, sozinha, não determina se o paciente é ou não um candidato ao transplante. Antes do procedimento, é necessário avaliar a causa da queda, a evolução da calvície, a área doadora e a expectativa do paciente, explica Marangos:

Não existe uma idade única que determine quando uma pessoa deve fazer o transplante. O mais importante é entender o motivo da queda e avaliar se o procedimento realmente é indicado para aquele paciente."

O que causa calvície?

Segundo o dermatologista e tricologista Hudson Dutra Rezende, a predisposição genética é um dos principais fatores para o desenvolvimento da calvície, mas não determina, sozinha, que ela irá acontecer. Ele diz ainda que existe um mito de que a calvície vem apenas do lado da mãe porque um dos genes mais estudados relacionados à alopecia androgenética está localizado no cromossomo X. No entanto, a condição é poligênica, ou seja, envolve diversos genes herdados tanto da mãe quanto do pai. 

Ter um familiar careca aumenta o risco, mas não significa que a pessoa necessariamente desenvolverá a condição", explica.

Os primeiros sinais costumam ocorrer entre os 20 e os 30 anos. Afinamento dos fios, aumento da queda e o surgimento de entradas são sinais que merecem atenção.

O que pode causar queda de cabelo?

Outras doenças e condições também podem causar queda de cabelo e devem ser investigadas:

  • Alterações hormonais;
  • Doenças do couro cabeludo;
  • Alopecia areata;
  • Alopecia por tração;
  • Tricotilomania;
  • Estresse intenso;
  • Uso de determinados medicamentos e suplementos;
  • Alterações relacionadas ao uso ou interrupção de pílulas anticoncepcionais;
  • Radioterapia;
  • Quadros de desnutrição.

Como tratar calvície?

Segundo Hudson Dutra, quanto mais cedo o paciente procurar um médico, maiores serão as chances de retardar a progressão das alopecias com tratamentos individualizados.

Nesse sentido, Vlassios Marangos complementa afirmando que o transplante não é a única solução e destaca que a avaliação individual ajuda a evitar decisões precipitadas. "Em alguns casos, o paciente pode se beneficiar primeiro de tratamentos clínicos para controlar a queda e preservar os fios existentes", observa.

A professora do curso de Estética e Imagem Pessoal da Uniasselvi Izadora Figueredo observa que existem produtos diferentes e específicos para homens e mulheres e que é preciso tomar cuidado com técnicas milagrosas.

"Atualmente, contamos com medicamentos que retardam a perda, cosméticos específicos para o controle do processo e equipamentos como o laser, que estimulam a circulação sanguínea na região do folículo piloso, potencializando as respostas aos tratamentos orientados", aponta a docente.

Mas ela ressalta que ações simples podem ajudar a mitigar o problema. Os estágios iniciais possuem mais probabilidade de uma resposta positiva, porém é necessário que o paciente siga as orientações de um profissional habilitado.

Os melhores cuidados em casa são melhorar a alimentação e praticar exercícios físicos. Essas medidas podem ajudar a retardar a queda e, em alguns casos, fazer com que os fios voltem a crescer."

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