Flávio acusa Lula de usar judiciário para impor censura a debate na Globo
Decisão do TSE impôs novas regras ao encontro entre os presidenciáveis, que acabou sendo cancelado pela emissora após desistência de Flávio
Por Broadcast
02/10/2026 | 08h00Reprodução/YouTube
Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, responsabilizou Lula pela decisão do TSE que cancelou o debate da TV Globo, onde Lula não compareceria, resultando em um embate político acirrado.
A ministra Estela Aranha impôs restrições ao debate, proibindo a exibição do púlpito vazio destinado a Lula e a interação dos candidatos com ele, o que gerou indignação em Bolsonaro, que se disse preparado para o confronto.
Bolsonaro defendeu o voto útil em sua candidatura como forma de derrotar Lula e criticou a indicação de Estela Aranha ao TSE, sugerindo que sua vitória permitiria a nomeação de ministros do STF não alinhados ao atual governo.
Brasília - O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, culpou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira, 1º, pela decisão da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que impôs novas regras ao debate que seria promovido pela TV Globo na noite desta quinta-feira, 1º. O encontro entre os presidenciáveis acabou sendo cancelado pela emissora.
Na decisão, Estela Aranha proibiu a emissora de exibir o púlpito vazio que seria destinado a Lula, que decidiu não comparecer ao debate, e também vedou que candidatos fizessem perguntas ao púlpito vazio.
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“Então o Lula não só não vai ao debate, como ele usa os seus amigos do Judiciário para impor a censura ao debate da Rede Globo", afirmou Flávio, durante uma live em seu canal no YouTube. Horas antes do início previsto do debate Globo, o próprio senador havia informado sua desistência de participar do encontro.
Ele se disse “indignado” com a decisão e afirmou ter se preparado para participar do debate. Flávio também declarou que Lula “fugiu” do confronto.
“Ele fugiu do debate. Covarde. Eu chamei o Lula mais de duas vezes para o debate. Eu quero debater com você, Lula. E você não foi no debate, como você fugiu do debate, como usou seus amigos do Judiciário para impor a censura a esse debate", disse.
O presidenciável do PL voltou a defender o voto útil em sua candidatura como a única capaz de vencer Lula já no primeiro turno: “Vamos votar de uma vez neste domingo, vamos dar um voto inteligente neste domingo, com todo o respeito aos outros concorrentes na disputa presidencial”.
Segundo Flávio, sua vitória imporia uma derrota ao “sistema” e lhe daria a possibilidade de indicar ministros do STF não alinhados ao petista. Ele também mencionou que Estela Aranha foi indicada por Lula ao TSE. A ministra ocupa uma das vagas destinadas aos juristas na Corte.
“Homens e mulheres que sejam decentes, que tomem decisões conforme a lei, conforme a Constituição, que não sejam asseclas do Lula. É inadmissível o que está acontecendo”, afirmou.
Ao lado dos candidatos do PL ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, e ao Senado pelo Estado, Carlos Portinho e Carlos Jordy, Flávio defendeu que os eleitores precisam dar o “voto de protesto, revolta, inteligente”.
(Por Gabriel Máximo e Naomi Matsui)
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