Renan Santos defende nova reforma da Previdência e corte de gastos
Reprodução TV Globo
São Paulo - O candidato à presidência da República pelo Missão, Renan Santos, disse durante sabatina da TV Globo na noite desta quarta-feira, 26, que as medidas que adotará caso seja eleito irão deixar a dívida pública estável e voltou a defender o corte de gastos como uma das principais medidas para o problema fiscal do País.
Como exemplo, ele citou que isso seria feito com corte de gastos e aumento do PIB. Além disso, mencionou que vai “desindexar desvinculações do piso da educação e da saúde, até porque hoje eles estão irracionais e estão quebrando pequenos municípios”.
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Em seguida, ele afirmou que será necessário fazer outra reforma da Previdência. “Todas essas medidas vão evitar a aceleração (da dívida) e o resto é o corte de gasto que nós vamos fazer. Só que a beleza dos cortes de gastos é que eles estarão vinculados ao investimento em infraestrutura, que é uma coisa que o Brasil está precisando para poder voltar a crescer”, disse.
STF e Segurança Pública
O candidato do Missão também disse que não vai "sair desrespeitando" todas as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), mas voltou a defender que apenas aquelas consideradas "ilegais" não devem ser cumpridas.
"Qualquer cidadão, diante de uma decisão ilegal, pode não cumprir. Na verdade, ele tem o dever de não cumprir. Decisão ilegal não se cumpre", afirmou.
Sobre Segurança, Renan disse que fará uma guerra contra o crime organizado, como forma de aceitação de uma realidade que já é verdadeira para os brasileiros. “Precisamos de uma guerra contra eles, esse é o primeiro ponto."
Ele voltou a defender uma mudança na legislação para aumento de penas e leis mais duras contra o crime organizado, com o objetivo de reocupar o território junto com as forças policiais e atingir a soberania nacional.
Disse também que pretende recorrer a muitos elementos que foram adotados em El Salvador, dando exemplos como de um “regime de exceção” em áreas dominadas pelo crime e denúncias anônimas.
Mais uma vez, o candidato defendeu que o Brasil desenvolva bombas atômicas porque “ter armas nucleares é uma forma de defender sua própria soberania”. “No futuro, se o Brasil quiser ser uma das cinco maiores nações do mundo, ele vai precisar ter soberania, soberania sob seu próprio território, soberania militar e vai ter que discutir ter bombas atômicas”, disse.
(Por Mariana Ribas)
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