Marina Silva defende impeachment de ministros do STF por crimes
José Cruz/Agência Brasil
São Paulo - A candidata ao Senado por São Paulo Marina Silva (Rede) defendeu o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que cometam crimes de responsabilidade, respeitado o devido processo no Senado. A declaração ocorreu no segundo bloco do debate entre postulantes ao Senado pelo Estado promovido pelo Grupo Bandeirantes, iniciado na noite da quarta-feira, 9.
“Ministros do Supremo que estejam envolvidos em crime de responsabilidade, de acordo com a Constituição, podem e devem ser cassados”, disse Marina, que também defendeu uma reforma do Judiciário.
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A ex-minsitra do Meio Ambiente comentou uma resposta de André do Prado (PL), que cobrou maior fiscalização do STF pelo Senado e defendeu a punição de ministros que cometam crimes de responsabilidade. “Ninguém está acima da lei”, afirmou.
Questionado sobre custos e burocracia na transição da reforma tributária, Guilherme Derrite (PP) disse que a mudança deve reduzir e simplificar impostos, mas não detalhou uma proposta para o período. “Eu defendo que essa reforma tributária que está aí posta seja revista no próximo governo”, declarou.
O deputado atribuiu ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dificuldades enfrentadas pelas empresas e criticou os ex-ministros Fernando Haddad (PT) e Simone Tebet (PSB) pela condução das contas públicas.
Tebet e Derrite também trocaram ataques sobre segurança e corrupção. A ex-ministra acusou o deputado federal de retirar do projeto antifacção instrumentos para atingir as finanças do crime organizado e defendeu a revisão do texto.
A candidata questionou ainda a nomeação de um ex-integrante do comando da PM paulista investigado por suposto envolvimento com o crime organizado. Derrite disse que não havia indícios de irregularidades na época da escolha e apoiou as investigações. Em resposta, citou escândalos associados ao PT e questionou a participação de Tebet no governo Lula.
Tebet também se disse disposta a discutir a redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes graves, como latrocínio e estupro.
Ricardo Salles (Novo), por sua vez, afirmou que votaria contra o fim da escala 6x1 e classificou a proposta como eleitoreira. Tebet defendeu a mudança, com proteção aos pequenos empregadores, e disse que o Brasil “não vai quebrar”.
(Por Geovani Bucci)
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