Meio/Ideia: Lula e Flávio aparecem empatados no 1º e no 2º turnos
Fotos de Saulo Cruz/Agência Senado e Ricardo Stuckert/PR
São Paulo — Faltando menos de um mês para o primeiro turno das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem tecnicamente empatados tanto em uma simulação de segundo turno quanto no primeiro turno, segundo a nova pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira, 9.
O levantamento também mostra que a maior parte dos eleitores prefere que as investigações envolvendo o Banco Master, a fraude no INSS e a atuação de lobistas no Palácio do Planalto permaneçam sob sigilo até depois da eleição ou até a conclusão das apurações.
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No segundo turno entre Lula e Flávio, os dois registram 46% das intenções de voto. Na comparação com agosto, o presidente recuou 2,5 pontos porcentuais, enquanto o senador avançou 3 pontos. No levantamento anterior, Lula tinha vantagem de 5,5 pontos sobre o adversário. Brancos e nulos representam 3,5%, e outros 4,5% ainda não sabem em quem votar.
Lula apresenta seus melhores números no Nordeste, com 62,2%, entre eleitores das classes D/E (59,8%), pessoas com renda familiar de até um salário mínimo (59,8%) e católicos (57%). Flávio lidera entre os evangélicos, com 72,1%, no Sul (68,2%) e entre jovens de 16 a 24 anos (57,6%).
O Ideia também testou outros possíveis segundos turnos envolvendo Lula. O petista aparece com 46% em todos os cenários. Ele está tecnicamente empatado com Ronaldo Caiado, que soma 42%, e fica à frente de Augusto Cury (40,9%), Renan Santos (40,3%) e Romeu Zema (38%).
Primeiro turno
No primeiro turno, o cenário também ficou mais equilibrado. Lula passou de 43% para 38,4%, uma queda de 4,6 pontos porcentuais. Flávio foi de 35% para 37,3%, alta de 2,3 pontos. Com isso, os dois ficam tecnicamente empatados.
Augusto Cury (Avante) cresceu de 1,7% para 6,6% na pesquisa. Na sequência aparecem Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), com 4% cada. Romeu Zema (Novo) e Pablo Marçal (PRTB) têm 1,5% cada. Marçal está inelegível, mas teve sua candidatura registrada.
Na pesquisa espontânea, sem apresentação de nomes aos entrevistados, Lula aparece com 30,7% e Flávio com 28%. O resultado também representa empate técnico. Outros 26% ainda não sabem em quem pretendem votar.
Rejeição
A rejeição também mostra uma disputa apertada. Lula tem 46,6% e Flávio, 45,7%: são os dois candidatos com os maiores índices e estão tecnicamente empatados na parcela de eleitores que afirma não votar neles de maneira alguma.
A maioria, 64%, diz já ter decidido o voto para presidente. Outros 36% admitem que podem mudar de escolha. Entre os eleitores de Lula, 77,1% afirmam estar decididos, contra 67,3% dos que pretendem votar em Flávio. Entre os apoiadores de Zema, 77,3% dizem que ainda podem mudar de voto. No grupo que declara intenção de votar em Augusto Cury, 75,8% também admitem rever a escolha.
Investigações
A pesquisa perguntou ainda sobre o momento adequado para divulgar informações relacionadas às investigações do Banco Master, da fraude no INSS e da atuação de lobistas no Palácio do Planalto.
Para 32,7% dos entrevistados, os casos deveriam permanecer em sigilo até depois da eleição, para evitar influência sobre o voto. Outros 30,8% defendem que o sigilo continue até o encerramento das apurações, evitando acusações sem provas.
Na direção oposta, 24% consideram que os resultados das investigações deveriam ser divulgados antes da eleição, para que os eleitores possam votar tendo conhecimento dos casos. Outros 12,5% não souberam responder ou preferiram não responder.
As investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho de Lula, e o caso relacionado a Flávio Bolsonaro e ao banqueiro Daniel Vorcaro são conhecidos pela maioria dos eleitores. Segundo o levantamento, 80,3% já ouviram falar do caso Lulinha, enquanto 76,3% conhecem o episódio envolvendo Flávio.
De acordo com o Ideia, porém, o caso Master pesa mais negativamente sobre Flávio do que as investigações envolvendo Lulinha afetam Lula. Entre quem conhece o pedido de dinheiro feito por Flávio a Vorcaro, 47,9% afirmam que o episódio reduz a possibilidade de votar no senador. Já entre os que ouviram falar das investigações sobre Lulinha, 24,5% dizem que o caso diminui sua disposição de votar pela reeleição de Lula.
Avaliação do governo
A aprovação e a desaprovação do governo Lula tiveram pequenas oscilações, dentro da margem de erro, em relação ao mês anterior. A aprovação da forma como o presidente administra o governo caiu de 48,5% para 46,5%. A desaprovação passou de 49% para 48,4%.
Na avaliação geral da gestão, 38% classificam o governo como ruim ou péssimo, ante 37% em agosto. Para 34,5%, a administração é ótima ou boa, contra 36,6% no levantamento anterior. Já a avaliação regular subiu de 24% para 26%.
A pesquisa Meio/Ideia ouviu por telefone 1.500 eleitores com 16 anos ou mais entre 4 e 7 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos porcentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07935/2026.
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