Pisa 2025: 7 a cada 10 alunos não têm habilidades mínimas com computadores
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São Paulo - O Brasil apresentou resultados abaixo da média global na nova edição do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), divulgado ontem pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
O estudo avalia e compara as habilidades de alunos com 15 anos em 89 países, incluindo o Brasil. Um destaque desta edição foi a avaliação de "Resolução de problemas por meio de ferramentas computacionais", na qual apenas 30% dos alunos brasileiros atingiram o nível mínimo de proficiência.
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O nível mínimo é definido pela OCDE como os conhecimentos essenciais para resolver problemas complexos, pensar criticamente, comunicar-se de forma eficaz e resolver problemas do cotidiano.
Esse patamar foi atingido por 48% dos alunos brasileiros nas Ciências, 49% na Literatura e 28% na Matemática. Comparando com as outras 88 nações, o Brasil ficou abaixo da média, com as seguintes pontuações:
- Matemática: 377 pontos no Brasil / Média OCDE de 463;
- Ciências: 409 pontos no Brasil / Média OCDE de 482;
- Leitura: 408 pontos no Brasil / Média OCDE de 463.
- Resolução de Problemas por meio de Ferramentas Computacionais: 406 pontos no Brasil / Média OCDE de 500.
As escolas estão preparadas para o mundo digital?
O desempenho dos alunos não está desconexo do preparo escolar, também medido pelo Pisa. O Brasil está acima da média na porcentagem de instituições com proibição de celulares (81% no Brasil, com média da OCDE de 63%) e com regras específicas para celulares em cada disciplina (82%, e 71% na média da OCDE).
Mesmo com o alto nível de controle, o índice de "Preparação da escola para aprendizagem digital" – que avalia se os recursos de tecnologia da instituição estão apropriados para o ensino; em uma escala entre -1 e 1 – revelou uma lacuna no País, que pontuou -0.86, em comparação com -0.03 da média internacional.
Queda de participação dos responsáveis na educação
O Pisa também investigou a participação de pais e responsáveis na vida escolar. O Índice Geral de Apoio Familiar – também medido em escala entre -1 e 1 – pontuou o Brasil com -0,47; em comparação aos -0,19 da média global. O País também registrou uma queda no diálogo familiar voltado à vida escolar:
Em 2022, 62% dos estudantes relataram que seus responsáveis perguntavam,
pelo menos uma vez por semana, o que faziam em sala; enquanto 55% relataram ter conversas semanais sobre problemas na escola.
Em 2025, as porcentagens de alunos com esses diálogos semanais em casa caíram para 51% e 41%, respectivamente.
*Estagiário sob supervisão de Bianca Bibiano.
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